
Quem busca economizar na feira ou no supermercado encontra no verão um aliado importante. A estação, marcada por altas temperaturas, maior incidência de chuvas e dias mais longos, favorece a produção agrícola e aumenta a oferta de frutas, legumes e verduras, o que costuma resultar em preços mais baixos para o consumidor.
De acordo com João Gabriel Alves da Costa, analista de economia da Seção de Economia e Desenvolvimento (Sedes) da Ceagesp, esse movimento segue um padrão histórico ligado à sazonalidade da produção no Brasil.
Por que os alimentos ficam mais baratos no verão?
O especialista explica que o clima é o principal fator. As temperaturas elevadas e os dias mais longos aceleram o desenvolvimento das lavouras, enquanto o regime de chuvas diminui os custos com irrigação. Com isso, diferentes regiões produtoras passam a colher simultaneamente, o que amplia a oferta de alimentos no mercado atacadista e no varejo.
Leia mais
Saiba o que plantar em janeiro
Vendas de café estão fracas no início de janeiro, mas preços sobem no Brasil
Pratos para curtir o verão: confira receitas que combinam com a estação mais quente do ano
Frutas que costumam cair de preço no verão
Durante os meses mais quentes do ano, algumas frutas entram no auge da produção e tendem a apresentar melhor custo-benefício. Entre os principais destaques estão:
Abacate
Acerola
Ameixa nacional
Banana-prata
Carambola
Figo
Jaca
Romã
Com maior oferta, esses produtos chegam ao consumidor mais frescos e com valores mais acessíveis.
Initial plugin text
Legumes e verduras em maior oferta na estação
O verão também é propício para alguns legumes e hortaliças, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro. Entre os itens que costumam aparecer com preços mais baixos estão:
Abobrinha
Berinjela
Jiló
Pepino japonês
Quiabo
Tomate Débora
Alface (americana, crespa, lisa, mimosa e romana)
Rúcula
Almeirão
Escarola
Repolho roxo
Salsa
Maior produção local ajuda a baratear frutas e legumes
Esse movimento é reforçado pela produção regional. Segundo a equipe técnica da Ceasa do Rio Grande do Sul, a redução dos preços no verão está diretamente associada ao período de safra e à maior oferta local.
No Estado, frutas como melancia, pêssego, uva Niágara, morango e melão gaúcho entram em plena produção nesta época. Levantamentos recentes indicam que a melancia chega a registrar queda de cerca de 60% entre agosto e janeiro, enquanto o pêssego nacional recua mais de 40%. A uva comum de mesa também apresenta redução expressiva, superior a 50% na comparação com meses anteriores.
Entre os legumes, produtos como vagem, tomate longa vida, pimentão verde, abobrinha italiana e pepino de salada acumulam reduções que variam de 30% a quase 70% no período.
Initial plugin text
Preços de 2025 e atenção para 2026
Em 2025, os preços de frutas, legumes e verduras apresentaram um comportamento dentro do esperado, com certo alívio para o consumidor, reflexo de uma safra mais regular ao longo do ano. Para 2026, porém, a perspectiva é mais cautelosa.
Segundo João Gabriel, a rentabilidade menor registrada pelos produtores pode resultar em estratégias de produção mais restritivas, o que tende a diminuir a oferta e pressionar os preços dos alimentos in natura.
Para aproveitar melhor os preços do verão, a orientação dos especialistas é planejar as compras com antecedência, evitando desperdícios, e pesquisar valores em diferentes dias e pontos de venda, já que as variações podem ser significativas.
Dar preferência aos alimentos da estação aumenta as chances de encontrar produtos mais baratos e frescos. Na escolha, vale observar atentamente a aparência, verificando cor e firmeza adequadas, além do aroma característico, que ajuda a indicar a qualidade do alimento.






