
A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), do Brasil, e a Indian Sugar & Bio-Energy Manufacturers Association (Isma), da Índia, firmaram um memorando de entendimento para formalizar a cooperação técnica e institucional entre os setores sucroenergéticos dos dois países, durante o Fórum Empresarial Índia-Brasil, promovido pela ApexBrasil.
Um dos objetivos é aprofundar a cooperação regulatória dos setores de ambos os países, com foco em harmonizar os mecanismos de contabilização de carbono nessas indústrias.
No Brasil, o setor sucroenergético se beneficia do programa RenovaBio, que garante uma remuneração aos produtores de biocombustíveis proporcional ao quanto seus produtores reduzem as emissões em relação aos combustíveis fósseis. O cálculo é feito por uma metodologia desenvolvida pela Embrapa, a RenovaCalc.
Segundo a Unica, a harmonização das regulações pode ampliar a previsibilidade para investimentos e fortalecer a integração dos mercados.
Atualmente, a Índia mistura 20% de etanol na gasolina, um percentual que cresceu 18 pontos em uma década, com base na produção de etanol a partir do melaço da cana e do processamento de cereais.
O acordo firmado entre Unica e Isma também estabelece uma “plataforma de colaboração” para o intercâmbio de conhecimento, cooperação tecnológica, coordenação em fóruns internacionais e desenvolvimento conjunto de iniciativas em biocombustíveis.
Brasil e Índia já atuam conjuntamente nesses setores dentro da Global Biofuels Alliance e ambos são signatários do compromisso de Belém, que prevê quadruplicar o uso sustentável de combustíveis renováveis até 2030.






