
Por mais um dia, a soja registrou valorização no porto de Paranaguá (PR), seguindo o movimento observado no cenário externo. O indicador Cepea subiu 0,65% nesta sexta-feira (6/5) em relação ao fechamento anterior, com a saca a R$ 126,43.
As cotações avançaram pelo segundo dia consecutivo, a despeito do atraso nas vendas antecipadas da safra 2025/26. A comercialização de soja do Brasil atingiu 33,9% da produção projetada para este ciclo, segundo a Safras & Mercado, com dados recolhidos até 6 de fevereiro. Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 42,4% e a média de cinco anos para o período é de 45,1%.
Além das vendas, o avanço da safra no Brasil, e ainda o comportamento do dólar ainda serão fatores decisivos para o mercado de soja interno, conforme avaliou o Itaú BBA.
Em relatório, o banco disse que o dólar abaixo de R$ 5,30 foi determinante para a soja cair abaixo de R$ 100 a saca em Mato Grosso. “Cenários simulados indicam que um câmbio de R$ 4,50 poderia derrubar a soja a menos de R$ 90”, destacou o Itaú BBA.
Na bolsa de Chicago, os preços seguiram em alta, com a indicação de demanda firme. Os contratos do grão para março subiram 0,27%, a US$ 11,1525 o bushel.
Nas demais praças do Brasil, levantamento da AgRural mostra a saca de soja em Ponta Grossa (PR) a R$ 123, estável em relação ao dia anterior. Em Passo Fundo (RS), também ficou estável a R$ 124. Em Primavera do Leste (MT), o valor foi de R$ 106,50, sem alteração. Já em Luis Eduardo Magalhães, a soja terminou o dia cotada em R$ 112, queda de R$ 0,50.






