
Os contratos futuros de soja terminaram a segunda-feira (26/1) em queda na bolsa de Chicago, pressionados, entre outros fatores, pelo avanço da colheita da oleaginosa no Brasil, o maior exportador global da commodity. O vencimento do grão para março fechou em queda de 0,56%, a US$ 10,6175 o bushel.
Levantamento da consultoria AgRural, divulgado nesta segunda-feira, mostra que a colheita da safra 2025/26 de soja brasileira começou a ter fluidez, diante da manutenção de um bom ritmo em Mato Grosso, ganho de um pouco mais de velocidade no Paraná e um maior número de Estados dando início ou intensificando os trabalhos de campo.
Com isso, 4,9% da área cultivada no Brasil estava colhida até quinta-feira (22/1), contra 2% uma semana antes e 3,9% um ano atrás, conforme dados da consultoria.
A AgRural também revisou para cima sua estimativa de produção de soja no país. A perspectiva de oferta passou para 181 milhões de toneladas, um aumento de 600 mil toneladas em relação à projeção de dezembro.
Os analistas da Granar observaram em boletim que o volume estimado pela AgRural supera os 178 milhões de toneladas estimados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) para a produção de soja do Brasil e também é maior que os 176,12 milhões projetados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em contrapartida, a Granar ressalta que o movimento de baixa da soja em Chicago pode ser limitado pelo frio extremo nos Estados Unidos, que é capaz de dificultar o transporte e a logística de exportação do grão americano.
Além disso, a onda de calor que agrava o déficit hídrico em algumas áreas agrícolas da Argentina, e a persistente valorização do real em relação ao dólar, que continua reduzindo a competitividade das exportações brasileiras, contribuem para sustentar os preços internacionais da oleaginosa.
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Milho
Os preços futuros do milho recuaram na bolsa de Chicago. Os papéis para março tiveram queda de 0,52%, a US$ 4,2825 o bushel.
A consultoria AgRural revisou para cima sua projeção para a oferta do cereal. A produção total de milho do Brasil na temporada 2025/26 (soma do milho verão, da safrinha e da terceira safra) passou a ser estimada em 136,6 milhões de toneladas, contra 136 milhões na projeção de dezembro.
O volume ficou acima dos 131 milhões esperados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) para o Brasil, mas abaixo dos 138,87 milhões previstos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Além disso, o relatório semanal de inspeções do USDA informou, mais cedo, que os embarques de milho somaram 1.510.167 toneladas, ligeiramente acima das 1.485.874 toneladas do relatório anterior, embora dentro da faixa esperada pelo setor privado, entre 1 milhão e 1,70 milhão de toneladas.
Trigo
O preço do trigo também caiu na bolsa de Chicago. Os papéis para março fecharam em baixa de 1,32%, para a US$ 5,2250 o bushel.






