
A soja fechou a sessão na bolsa de Chicago com preços em baixa, enquanto permanecem as incertezas em torno do conflito no Oriente Médio. Nesta quarta-feira (4/3), os contratos com vencimento em maio recuaram 0,09%, a US$ 11,6950 o bushel.
Após as altas recentes do petróleo, que ajudaram na valorização do óleo de soja, o fóssil agora se desvaloriza, tirando um pouco da pressão que vinha exercendo sobre o mercado.
“É preciso acompanhar os desdobramentos do conflito. O agravamento da situação voltaria a impulsionar os preços do petróleo, e isso teria reflexos nos grãos em Chicago, que agora já voltaram aos patamares pré-guerra”, avalia Roberto Carlos Rafael, sócio da Germinar Agronegócios.
Ainda segundo ele, após a alta da soja em fevereiro, o grão volta a perder força devido à ausência de notícias da China demandando produto dos EUA.
“[Donald] Trump havia anunciado aumento de 8 milhões de toneladas de venda de soja aos chineses, mas esse volume de negociação não está acontecendo. Esse foi um fator que levou os preços a uma alta de 60 pontos, mas como não se concretizou agora está perdendo força”, diz.
Trigo
O preço do trigo caiu pela terceira sessão consecutiva em Chicago. Os papéis para maio fecharam em queda de 1%, a US$ 5,6825 o bushel.
Após um clima mais seco que o normal em áreas produtoras de trigo de inverno nos EUA, a situação se inverteu, trazendo otimismo para a oferta do cereal no país. Além disso, as altas recentes do dólar no cenário externo, tiraram competitividade do trigo exportado pelos americanos.
Milho
O milho fechou a sessão na bolsa de Chicago com preços em leve queda. Os contratos para maio tiveram baixa de 0,62%, para US$ 4,4375 o bushel.






