Os contratos futuros de grãos operam em alta na abertura do pregão desta quarta-feira (28/1) na bolsa de Chicago, com os papéis da soja mais negociados, com vencimento em março, cotados a US$ 10,7850 o bushel às 11h11, avanço de 1,05%.
Na avaliação da consultoria Granar, parte do movimento positivo da oleaginosa é derivado das complicações que as lavouras estão enfrentando em áreas da Argentina, que não foram favorecidas pelas últimas chuvas, além da valorização do real em relação ao dólar.
A desvalorização da moeda americana deteriora as perspectivas de competitividade do Brasil, país onde a colheita tende a ser recorde de oferta.
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O milho também inicia o dia em leve alta em Chicago, com ganho de 0,82%, cotado a US$ 4,30 o bushel com entrega para março. O valor do cereal tem aumentado depois de ontem (27/1), em Iowa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter sido favorável a possibilidade do uso da mistura E-15 durante todo o ano, uma promessa de campanha que ainda não foi cumprida.
O E-15 é a mistura de 15% de etanol à gasolina e nos EUA o maior volume de produção do biocombustível tem o milho como matéria-prima.
“O ritmo ágil das exportações dos EUA, somado ao atual déficit de umidade nas áreas agrícolas da Argentina e à perda de competitividade do Brasil devido à forte valorização do real em relação ao dólar, contribuem para a tendência de alta (do milho)”, acrescentou a Granar.
O trigo, por sua vez, avança 1,82% nos contratos de mesmo vencimento, cotado a US$ 5,3275 o bushel.