No último pregão da semana na bolsa de Chicago, a soja registrou a terceira alta consecutiva, ainda com algum rescaldo das indicações de maior demanda da China. Nesta sexta-feira (6/2), os contratos do grão para março subiram 0,27%, a US$ 11,1525 o bushel.
Desde a última quarta (4), o mercado vem pautado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após conversas com o líder chinês Xi Jinping, o republicano disse esperar que as vendas de soja dos EUA ao gigante asiático cheguem a 20 milhões de toneladas em 2025/26
De acordo com Roberto Carlos Rafael, sócio da Germinar Agronegócios, a movimentação dos preços agora é semelhante àquela vista em outubro, quando Trump afirmou que a China compraria 12 milhões de toneladas de soja americana.
“Os preços ganharam fôlego por algum tempo e logo voltaram a cair. Isso pode acontecer de novo. Acho impossível a China comprar mais 8 milhões de toneladas dos EUA, pois essa quantidade praticamente levaria a zero os estoques de passagem dos americanos”, disse Rafael.
Ele acrescenta que a China bem abastecida de soja no momento, e as esmagadoras locais ainda com margens reduzidas são outros fatores que dificultam um incremento das importações pelo gigante asiático.
Milho
O preço do milho caiu na bolsa de Chicago. Após abrir a sessão em alta, os papéis para março fecharam em queda de 1,09%, com a cotação de US$ 4,3025 o bushel.
Ainda que a demanda pelo milho dos EUA esteja firme, os americanos colheram uma ampla produção neste ciclo. Além disso, o mercado vê com bons olhos o potencial do milho safrinha no Brasil.
Trigo
Um movimento de realização de lucros direcionou a queda dos futuros do trigo em Chicago. Os lotes para março caíram 1,03%, para a US$ 5,2975 o bushel.