
A soja se valorizou na bolsa de Chicago com a mudança de perspectiva do mercado em relação à demanda chinesa. Nesta quarta-feira (7/1), os lotes com entrega para março fecharam em alta de 1,02%, para um valor de US$ 10,67 o bushel.
De acordo com Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, ainda que de forma escalonada, a procura da China por soja dos Estados Unidos está acontecendo. Dados do governo americano indicam que o país asiático já adquiriu 7 milhões de toneladas. Na leitura de analistas de mercado, no entanto, esse volume já está próximo das 10 milhões de toneladas. A meta estabelecida pelo presidente dos EUA, Donald Trump, era negociar 12 milhões de toneladas com os chineses.
“Agora, tudo indica que a China vai honrar esse volume de compra de soja dos EUA, mas não por uma necessidade, e sim por uma questão política, que pode ser usada como fator de troca com os americanos no futuro”, diz Fernandes.
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Ele acrescenta que as aquisições recentes da China estão com entrega programada para os meses de março a maio, período em o Brasil seria o fornecedor natural de soja ao mercado chinês. Esse fator reforça o tom político das importações da China, segundo o analista.
“A soja dos EUA ainda está mais cara que a brasileira e a argentina, e essas compras estão sendo feitas pela empresa estatal da China [Sinograin]. Chicago está sentido que a China está no jogo quando o assunto é demanda americana e deve continuar comprando mais”, observa.
Trigo
O trigo se valorizou na bolsa de Chicago diante de ajustes técnicos e preocupações com a oferta. Os papéis com entrega para março fecharam em alta de 1,47%, para US$ 5,18 o bushel.
O trigo avançou com ajustes técnicos direcionando as cotações, após as quedas recentes que levaram os futuros ao menor patamar em três anos na bolsa. Além disso, o cereal subiu também após preocupações com o clima mais frio que o normal em áreas do Mar Negro, onde estão alguns dos principais fornecedores de trigo do mundo, como Rússia e Ucrânia.
Milho
O milho fechou a sessão em Chicago com preços em leve alta. Os futuros com entrega em março avançaram 0,62%, a US$ 4,4675 o bushel.





