
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, analisou a relação entre consumo de queijo e risco de demência ao longo de 25 anos. A pesquisa acompanhou cerca de 28 mil adultos e identificou que os participantes que consumiam maiores quantidades de queijo integral apresentaram um risco 13% menor de desenvolver demência em comparação aos que ingeriam menos o alimento.
Os dados mostram que participantes com maior consumo de queijo apresentaram risco 13% menor de desenvolver a doença, em comparação com aqueles que ingeriam menos o alimento. Os pesquisadores ressaltam que o levantamento identifica uma correlação, mas não permite afirmar que o consumo de queijo seja a causa direta dessa redução.
Por se tratar de um estudo observacional, a pesquisa acompanha hábitos alimentares e desfechos de saúde ao longo do tempo, sem intervenção direta.
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Esse modelo permite identificar relações entre fatores, mas não comprova efeito causal, considerando que pessoas que consomem mais queijo podem apresentar outros comportamentos associados à saúde, como padrões alimentares distintos, níveis diferentes de atividade física, rotinas de sono e condições socioeconômicas, fatores que também influenciam o risco de demência.
Outro ponto considerado no estudo é a presença do gene APOE e4, principal fator genético associado ao risco de Alzheimer. A associação entre consumo de queijo e menor risco de demência foi observada apenas em participantes que não carregam esse gene.
Do ponto de vista nutricional, o queijo reúne proteínas, cálcio, vitamina B12 e compostos resultantes da fermentação, que vêm sendo estudados por seu possível papel na saúde intestinal. Pesquisas recentes indicam que o equilíbrio da microbiota pode influenciar processos inflamatórios e funções neurológicas, embora essa relação ainda esteja em investigação.
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Na Suécia, o consumo de queijo faz parte da rotina alimentar. Dados oficiais do governo sueco mostram que a ingestão per capita do produto atingiu cerca de 21 quilos por pessoa ao ano em 2024, um aumento de aproximadamente 50% em relação aos anos 1980.
No Brasil, o consumo é menor, estimado em cerca de 6 quilos por habitante ao ano, segundo dados da Embrapa e da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (ABIQ), mas vem apresentando crescimento contínuo, impulsionado pela diversificação da oferta, valorização dos queijos artesanais e aumento da renda em centros urbanos.






