
A semana terminou com o mercado do café bombardeado por estimativas favoráveis para a safra de café no Brasil, maior exportador de arábica do mundo. Diante desse sentimento de oferta maior, os contratos do café com entrega para março fecharam a sexta-feira (6/2) em queda de 3,84%, a US$ 2,9655 a libra-peso.
Leonardo Rossetti, analista de inteligência de mercado da StoneX, disse que os investidores se debruçaram sobre as projeções divulgadas para a safra de café do Brasil em 2026/27, divulgadas essa semana. Primeiro com o Itaú BBA, que indicou a produção de 69,3 milhões de sacas. Na sequência, a Conab estimou 66,2 milhões de sacas. Ontem foi a vez da Corretora Eisa, que apresentou uma das projeções mais otimistas do mercado, de 75,8 milhões de sacas.
“O clima ainda é bom para as lavouras do Brasil, e o desenvolvimento da safra caminha bem. Tanto é que até a Conab, que geralmente traz números muito abaixo do consenso do mercado, promoveu um ajuste agressivo, de 10 milhões de sacas em relação ao ano passado”, destacou Rossetti.
A última projeção da StoneX para a safra de café do Brasil, divulgada em novembro, apontou a colheita de 70,6 milhões de sacas. O analista lembrou que as equipes da consultoria estão a campo e devem divulgar em breve um novo levantamento, que deve indicar um resultado melhor para o café robusta. Em relação ao arábica, será preciso acompanhar o comportamento do clima nas próximas semanas, lembra Rossetti.
“Para fevereiro, estamos confiantes com as chuvas dentro do ideal para os cafezais. Em março, os volumes podem diminuir, mas ainda é preciso confirmar esse cenário. Por enquanto, não há nada preocupante com uma possível redução no volume de chuvas, pois as precipitações até agora beneficiaram o acúmulo de água no solo”, finalizou o analista.
Açúcar
Nos negócios do açúcar em Nova York, os contratos do demerara para março fecharam em queda de 1,12%, a 14,11 centavos de dólar a libra-peso.
Algodão
No mercado do algodão na bolsa nova-iorquina, os contratos para março recuaram 1,13%, a 61,06 centavos de dólar a libra-peso.
Suco de laranja
O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) seguiu com preços mais baixos. Os lotes do produto concentrado e congelado para março fecharam em queda, de 0,50%, a US$ 1,5885 a libra-peso.
Cacau
O cacau, por fim, fechou a sessão em leve queda após subir mais de 3% na véspera. Os contratos da amêndoa com entrega para março recuaram 0,29%, a US$ 4.197 a tonelada.





