
A agroindústria brasileira teve uma pequena contração em novembro, pressionada mais uma vez pelo fraco desempenho das fabricantes de produtos não alimentícios e também pelas de bebidas. O Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), elaborado pelo Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio vargas (FGV Agro), recuou 0,3% em comparação com novembro de 2024. Com isso, até o indicador acumulou queda de 0,2% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
Segundo os pesquisadores do FGV Agro, o declínio refletiu os efeitos da política monetária contracionista do Banco Central e também as “incertezas no ambiente externo”, como o tarifaço que os Estados Unidos impuseram ao Brasil. Até 20 de novembro, grande parte dos produtos que o Brasil exporta aos EUA continuaram a pagar sobretaxa para entrar no mercado americano.
A agroindústria de produtos não alimentícios teve uma contração de 3,6%, e a de bebidas, 4,2%. O único segmento que registrou aumento de produção em novembro foi o de produtos alimentícios, que cresceu 4%.
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Entre as indústrias de produtos alimentícios e bebidas, a de melhor desempenho foi a de alimentos de origem animal, que avançou 4,8%. O segmento de carne bovina puxou o aumento da produção, mas também tiveram bom desempenho os laticínios e as indústrias de carnes suínas, de aves e de pescados.
A indústria de alimentos de origem vegetal cresceu 2,7%, puxada pelo aumento da produção de arroz, trigo, óleos e gorduras e, notadamente, de conservas e sucos. Já a produção de café e açúcar recuou, segundo o indicador.
No segmento de produtos não alimentícios, as quedas foram generalizadas, com destaque para a de biocombustíveis, que recuou 8,9%, e a de insumos agropecuários, que caiu 5,3%. Também diminuiu a produção de produtos intermediários para fertilizantes, de defensivos agrícolas e de tratores e máquinas. Já a produção de adubos e fertilizantes cresceu em novembro.





