O café arábica fechou a sessão na bolsa de Nova York com preços em forte queda. Nesta terça-feira (17/2), os papéis para maio caíram 5,10% , negociados a US$ 2,8310 a libra-peso.
De acordo com Antônio Pancieri Neto, da Clonal Corretora de Café, os fundamentos de oferta ainda pesam sobre o rumo das cotações do grão na bolsa.
“O clima segue favorável no cinturão cafeeiro do Brasil, que deve iniciar em breve a colheita da nova safra. Até lá, as exportações do Vietnã ainda sustentam o mercado, e por isso os investidores aumentam suas posições vendidas em Nova York”, explica Pancieri Neto.
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Em queda livre no cenário internacional, o corretor acredita que o café pode ceder ainda mais no curto prazo.
“Ainda não foi sinalizado para os investidores qual é o fundo do poço para o preço do café. O mercado geralmente exagera nos movimentos tanto de alta quanto de baixa, mas, até agora, não houve nenhum fato novo que mude a postura vendedora dos investidores no mercado do café”, ressalta.
Cacau
Um balanço mais folgado entre oferta e demanda também direcionou o fechamento do cacau. Os lotes para maio fecharam em queda de 5,64%, a US$ 3.466 a tonelada.
O mercado segue pressionado pelos relatos de ampla oferta no oeste africano, região que responde por cerca de 70% da produção de cacau no mundo.
Suco de laranja
Dando continuidade ao movimento técnico, o suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) disparou em Nova York. Os contratos para maio fecharam em alta de 10,89%, a US$ 1,9395 a libra-peso.
Algodão e açúcar
O algodão fechou a sessão em Nova York com preços em leve queda . Os contratos com vencimento em maio recuaram 0,76%, a 63,64 centavos de dólar a libra-peso. O açúcar teve um pregão de preços praticamente estáveis, com os lotes para maio recuando 0,07%, a 13,48 centavos de dólar a libra-peso.