Presidência de Chipre no Conselho da UE aproxima Europa do Ceará e reforça agenda econômica com o Brasil

A presidência rotativa do Conselho da União Europeia, assumida pela República do Chipre, inaugura um novo ciclo diplomático com reflexos econômicos que já alcançam o Brasil — especialmente o Ceará. Em meio a uma reorganização estratégica do bloco europeu e aos desdobramentos iniciais do acordo UE–Mercosul, a movimentação amplia pontes institucionais e comerciais com regiões brasileiras de forte vocação logística, colocando o estado nordestino no radar da cooperação internacional.

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O novo momento foi marcado na terça-feira (10), em Brasília, durante recepção promovida pelo embaixador do Chipre no Brasil, Vasilios Philippou, ao lado da esposa, Anthea Vanech Philippou, na sede da Embaixada. O encontro, que foi além de um ato protocolar, simbolizou o fortalecimento do diálogo entre Brasil e União Europeia em um cenário de intensificação das relações econômicas e estratégicas.

A recepção reuniu diplomatas, autoridades e representantes do meio econômico e institucional. Estiveram presentes a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf; o secretário-executivo de Relações Internacionais do Distrito Federal, Paulo Cesar Chaves; o economista e doutor em Relações Internacionais Igor Lucena; e o advogado Larry Carvalho, especialista em Direito Marítimo Internacional. A diversidade dos convidados evidenciou a convergência entre diplomacia, economia e infraestrutura global.

Segundo Igor Lucena, que mantém histórico de relacionamento com o Chipre, a liderança cipriota ocorre em um ambiente geopolítico europeu que impacta diretamente o comércio exterior, os fluxos de investimento e a cooperação estratégica. Esse contexto, afirma, favorece hubs logísticos capazes de integrar mercados e fortalecer cadeias internacionais de suprimento.

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Ceará como plataforma atlântica

Nesse cenário, o Ceará desponta como protagonista. O embaixador cipriota confirmou agenda no estado para o fim de fevereiro, com o objetivo de estreitar relações institucionais e mapear oportunidades econômicas. A visita reforça o posicionamento do Ceará como plataforma logística atlântica entre Europa e Brasil, especialmente nos setores marítimo, portuário e de infraestrutura.

Mais do que um gesto diplomático, a presidência de Chipre sinaliza uma agenda geoeconômica que aproxima a Europa do Nordeste brasileiro. Ao integrar rotas comerciais, investimentos e cooperação internacional, o Ceará se consolida como elo estratégico nas novas dinâmicas entre os dois blocos.

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