
Enquanto janeiro foi marcado pela forte recuperação dos preços do feijão-preto no Brasil, em fevereiro são os valores do carioca que estão se destacando. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que a média da parcial deste mês (até o dia 12) do grão carioca já está mais de 20% superior à de janeiro. Em algumas regiões, o avanço supera os 30%.
Na sexta-feira (13/2), no noroeste de Minas Gerais, o indicador do Cepea registrou a cotação de R$ 315,45 para a saca de 60 quilos do feijão-carioca de qualidade superior, um aumento de 16,5% desde o início de fevereiro.
Pesquisadores do Cepea indicam que a sustentação dos preços vem das dificuldades de colheita e das restrições de área da primeira e da segunda safras.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira de feijão é estimada em 2,97 milhões de toneladas, a menor em quatro anos (desde 2021/22). Porém, quando se somam a essa produção os estoques iniciais e as importações, a disponibilidade interna prevista é de 3,09 milhões de toneladas, a menor em 10 anos (desde 2015/16, quando foi estimada em 3,04 milhões de toneladas).
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