
O acúmulo dos estoques de cacau, combinado com a demanda retraída pela amêndoa levaram a uma forte queda nos preços na bolsa de Nova York. Nesta terça-feira (10/2), os contratos para março recuaram 7,24%, a US$ 3.805 a tonelada. A cotação hoje atingiu o menor valor desde novembro de 2023, segundo levantamento do Valor Data.
Análise do site Trading Economics destaca que as cotações chegaram ao menor patamar desde outubro de 2023, com investidores precificando um cenário de demanda retraída e perspectiva favorável com a oferta global.
Além disso, a publicação ressalta que a baixa demanda por futuros do cacau está levando ao acúmulo dos estoques da amêndoa em importantes regiões produtoras, como Costa do Marfim e Gana.
Suco de laranja
A leitura de uma oferta menor de laranjas levou os preços do suco a registrar forte alta na bolsa de Nova York. Os contratos do produto concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para março avançaram 4,12%, a US$ 1,7580 a libra-peso.
Em partes, a alta é justificada pela nova revisão para a safra de laranjas do Brasil, maior exportador mundial de suco. Hoje, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) estimou a safra 2025/26 em 292,60 milhões de caixas de 40,8 kg. A projeção caiu 0,7% se comparada com o dado divulgado em 10 de dezembro de 2025, que apontava 294,81 milhões de caixas. O número também é inferior as 314,60 milhões de caixas, a primeira projeção para o ciclo atual, feita em maio de 2025.
Café
O café arábica fechou a sessão com preços em queda. Os papéis para março tiveram baixa de 1,88% , negociados a US$ 2,9420 a libra-peso.
As cotações voltaram ao campo negativo, com o mercado novamente olhando para as boas projeções de safra no Brasil para o ciclo 2026/27.
Algodão
O algodão fechou a sessão em Nova York com preços em leve alta . Os contratos para maio subiram 0,03%, a 63,78 centavos de dólar a libra-peso.
Os dados mais recentes sobre oferta e demanda mundial da pluma tiveram pouco reflexo sobre as cotações. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou hoje que a produção global de algodão deve alcançar 26,1 milhões de toneladas. O dado indica alta de 0,4% em relação à estimativa divulgada em janeiro.
Sobre a produção dos EUA, o departamento manteve inalterada a estimativa para a produção, que ficou em 3,03 milhões de toneladas. Já para o Brasil, maior exportador mundial da pluma, a estimativa de vendas externas se manteve inalterada, em 3,16 milhões de toneladas.
Açúcar
Nos negócios do açúcar em Nova York, os contratos do demerara para março fecharam em queda de 1,60%, a 14,12 centavos de dólar a libra-peso.





