Apesar do menor ritmo nas vendas de carne, típico da última semana do mês, com os produtores retendo a boiada e buscando realizar melhores negócios, as ofertas diminuíram nesta quarta-feira (28/1), permitindo alta na cotação nas praças de São Paulo, informa a Scot Consultoria.
A cotação do boi gordo subiu R$ 1, para R$ 320 a arroba no pagamento a prazo. A novilha, após 26 dias sem alteração, aumentou R$ 3, para R$ 315 a arroba. A cotação do “boi China” teve ganho de R$ 2, para R$ 325 a arroba. Somente a vaca não teve alteração nas cotações, permanecendo em R$ 302.
Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que a diferença média entre os preços das arrobas dos animais machos e das novilhas prontas para abate, ambas comercializadas no mercado paulista, inicia 2026 abaixo dos patamares de anos anteriores.
Em 2024, a diferença da arroba do boi frente à da novilha cresceu para R$ 17,96 e em relação à da vaca, para R$ 29,44. Mas, em 2025, os valores voltaram a cair, para R$ 17,26 e R$ 26,97, respectivamente. Agora, na parcial de janeiro, as diferenças entre a arroba do boi e para as da novilha e da vaca estão em R$ 12,59 e R$ 20,62.
No caso das novilhas, afirma o Cepea, os valores dessa categoria têm sido sustentados pela forte demanda internacional pela carne, sobretudo chinesa, assim como pela procura brasileira pela carne da fêmea mais jovem. Para a vaca, a carne destina-se especialmente ao mercado brasileiro, mas sendo também enviada a mercados menos exigentes e que pagam menos.
A consultoria Agrifatto destaca que o mercado físico do boi gordo segue sustentado, reforçando o otimismo do pecuarista, em um cenário de oferta mais ajustada e de produtores menos pressionados a vender no curto prazo. As escalas de abate permanecem curtas, as pastagens naturais apresentam boa capacidade de sustentação e a indústria frigorífica conta com o suporte da demanda externa.
Com o início do pagamento de salários e benefícios referentes a janeiro e a retomada da merenda escolar com a volta às aulas, a expectativa é de elevação natural dos preços, informa a Agrifatto.