
A soja encerrou o último pregão do ano na bolsa de Chicago com preços em queda devido à manutenção do quadro favorável para a produção da oleaginosa. Os contratos do grão com vencimento em março cederam 1,39% nesta sexta-feira (31/12), para US$ 10,4750 o bushel.
De acordo com Luiz Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, em primeiro lugar, os preços caíram diante de um horizonte favorável para a produção do Brasil, maior exportador mundial de soja.
“O clima está muito bom no Brasil. Após um longo período de seca, pode-se dizer que grande parte do país está embaixo d’água. Tanto é verdade que muitas consultorias já apontam a safra em 180 milhões de toneladas, acima das 175 milhões esperadas pelo USDA [Departamento de Agricultura dos EUA]”, destaca.
Pacheco também reforça que a queda nas cotações é justificada pela demanda chinesa aquém do ideal pela soja americana. Os EUA tinham como meta negociar 12 milhões de toneladas com o país asiático ainda em 2025, prazo que foi estendido para fevereiro.
“As estimativas mostram que as vendas de soja americana para a China somam 9 milhões de toneladas. A China agora tem apenas dois meses para concluir esse volume e depois acredito que não comprará nada mais dos EUA, já que começa a safra na América do Sul, que é mais barata e também mais abundante que a americana”, ressalta o analista da T&F.
Trigo
O trigo negociado na bolsa de Chicago segue com preços em queda, enquanto permanecem as boas projeções de oferta do cereal. Nesta sexta, os lotes para março fecharam em baixa de 0,73%, para US$ 5,07 o bushel.
A cada semana, o mercado se depara com notícias cada vez mais otimistas para a produção de trigo. Ontem, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires projetou que a safra de trigo na Argentina poderá ser recorde em 2025/26, com 27,8 milhões de toneladas, versus 27,1 milhões previstas anteriormente.
Segundo Luiz Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, atualmente, os preços na bolsa estão nos menores patamares em três anos, devido a esse quadro de produção maior. Ele acrescenta que os futuros hoje atingiram um piso, e devem ensaiar recuperação do início de 2026 até maio, quando o mercado passará a contar com a safra de inverno do Hemisfério Norte.
Milho
O milho fechou o pregão com preços praticamente estáveis. Os lotes para março caíram 0,06%, para um valor de US$ 4,4025 o bushel.






