
Após pressão do setor produtivo, o governo do Paraná decidiu taxar em 22% as operações comerciais que envolvam a importação de tilápia de outros países. É o que está previsto na lei estadual 22.962/2025, publicada no fim de dezembro.
“A entrada de tilápia importada é prejudicial para o Paraná. O setor está em franca expansão, com investimentos para ampliar a produção. Por isso, nossos produtores precisam trabalhar com segurança e estabilidade, sabendo que poderão produzir sem a concorrência desleal”, disse, em nota, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Paraná (Faep), Ágide Eduardo Meneguette.
A lei também exclui do diferimento e do crédito presumido as operações com tilápia importada. As regras passam a valer neste ano.
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Em 2025, o setor produtivo pediu ao governo estadual intervenção para barrar a eventual importação do pescado. A preocupação maior é com questões sanitárias dos animais importados do Vietnã. A comercialização foi autorizada em março do ano passado, após acordo do governo brasileiro para exportar carne bovina aos vietnamitas.
O principal receio envolve o vírus Tilapia Lake Virus (TiLV), que pode provocar alta mortalidade em peixes de cultivo, implicando prejuízos significativos. Desde 2021, o Estado é reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
“O Paraná precisa manter a estrutura sanitária sólida e robusta para garantir a manutenção e a abertura de mercados consumidores exigentes, que pagam mais pelo nosso produto”, reforça Meneguette.
O Paraná é o maior produtor de tilápias do país, responsável por 38,2% da produção nacional do pescado em 2024, com mais de 190 mil toneladas. O Estado também é o principal exportador desse tipo de pescado, com participação em 70% do total embarcado pelo Brasil ao exterior.






