
Mesmo após uma queda de 8% na sessão da véspera, o cacau seguiu com preços mais baixos na bolsa de Nova York. Nesta quarta-feira (21/1), os contratos para março fecharam a sessão em forte baixa, de 4,30%, negociados a US$ 4.448 a tonelada.
De acordo com Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, as cotações estão sob pressão em meio a notícias otimistas com a produção de cacau, especialmente com a colheita no oeste da África.
“Até o momento, não há nenhum relato de perda de produtividade por conta do clima”, ressaltou.
De acordo com ele, em meio a relatos de oferta abundante, os produtores da Costa do Marfim, maior produtor de cacau do mundo, estariam com dificuldades de encontrar compradores para dar vazão a seus produtos.
Além disso, acrescenta Bezzon, a queda na moagem de cacau registrada na Europa, Ásia e Costa do Marfim, reforça a queda na demanda, e acentuam a tendência de queda para a commodity no curto prazo. Nesse sentido, uma das maiores fabricantes de chocolates do mundo, a Barry Callebaut, reportou queda de 22% em suas vendas no trimestre encerrado em 30 de novembro.
“Os fatores de oferta e demanda constroem fundamentos muito sólidos, que estão alinhados com uma perspectiva de novas baixas para o cacau em Nova York”, afirmou Bezzon.
Algodão
Nos negócios do algodão em Nova York, os contratos para março encerraram o pregão em leve queda, de 0,06%, a 63,30 centavos de dólar a libra-peso.
De acordo com Pery Pedro, consultor independente no mercado de algodão, a reação nos futuros da pluma passa pela melhora da situação do cenário macroeconômico, que pode reaquecer o consumo de algodão em grandes centros.
“A situação está mais otimista em relação ao ano passado, mas é preciso que ela continue melhorando, para que o setor promova cada vez mais iniciativas das vantagens dos produtos feitos de algodão em relação aos sintéticos”, disse o analista.
Café
O café registrou leve alta na bolsa de Nova York, em um dia marcado por ajustes técnicos após a forte queda na última sessão. No pregão de hoje, os lotes do arábica para março subiram 0,29%, a US$ 3,4750 a libra-peso.
Suco de laranja
O suco de laranja foi mais uma agrícola que avançou em meio a ajustes técnicos. Recuperando-se da forte baixa da sessão anterior, os contratos do produto com vencimento em março fecharam em alta de 0,69%, a US$ 2,0385 a libra-peso.
Açúcar
Nos negócios do açúcar demerara em Nova York, os lotes com entrega para março fecharam em alta de 0,14%, a 14,74 centavos de dólar a libra-peso.






