
A fabricante de fertilizantes canadense Nutrien encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de US$ 580 milhões, um salto de quase cinco vezes em relação ao resultado de US$ 118 milhões reportados nesse mesmo período do ano passado.
Leia mais
Nutrien vende duas unidades de fertilizantes para mineira Terrena
Nutrien anuncia conclusão da venda de participação da Profertil, na Argentina
A receita líquida cresceu 5%, para US$ 5,3 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado cresceu 21% no trimestre, a US$ 1,2 bilhão.
Em comunicado, a Nutrien disse que o aumento do lucro e do Ebitda no último trimestre foram impulsionados pela elevação dos preços líquidos de venda de fertilizantes, e ainda pela maior demanda por potássio, que compensaram a queda nos volumes de vendas de nitrogênio e nos lucros do varejo.
Ainda segundo a empresa, o lucro no quarto trimestre também foi impactado positivamente pela venda de 50% na produtora argentina de nitrogênio Profertil, concluída em dezembro do ano passado.
Resultado anual
No resultado consolidado de 2025, a Nutrien reportou lucro líquido de US$ 2,2 bilhões, ou 228% a mais que o resultado de 2024. A receita com as vendas avançou 4%, para US$ 26,8 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado teve incremento de 13%, alcançando US$ 6,04 bilhões.
“2025 foi um ano decisivo para nossa empresa, com desempenho excepcional em todos os nossos segmentos operacionais e uma redução nos custos e despesas de capital que superou nossas metas. Além de gerar crescimento estrutural do fluxo de caixa livre, tomamos medidas decisivas para otimizar nosso portfólio, fortalecer nosso balanço patrimonial e aumentar o retorno de caixa para os acionistas”, disse, no comunicado, Ken Seitz, CEO da Nutrien.
Perspectivas para EUA e Brasil
Ao comentar sobre perspectivas de demanda para 2026, a Nutrien destacou que a demanda por alimentos, ração animal e biocombustíveis deverá impulsionar a produção agrícola global, e também a fabricação de insumos.
Para os Estados Unidos, a companhia estimou que a área de milho em 2026/27 alcance entre 38 milhões de hectares e 39 milhões de hectares. No caso da soja, o número deverá ficar entre 34 milhões de hectares e 34,8 milhões de hectares.
“Essa perspectiva de área cultivada, combinada com uma temporada de aplicação de fertilizantes mais concentrada no outono de 2025, deverá impulsionar o aumento da demanda por insumos agrícolas no primeiro semestre de 2026”, disse a Nutrien.
Em relação ao Brasil, a empresa lembrou que a produção de soja deverá bater um novo recorde neste ano, além de prever aumento de 3% a 5% no plantio de milho safrinha.
Para a Nutrien, esse crescimento da área plantada deverá sustentar a demanda por insumos agrícolas. Por outro lado, a companhia lembrou que a dificuldade de acessar crédito rural deverá resultar em compras just-in-time e uma contínua migração para produtos com menor teor de nitrogênio e fosfato.
“Ao entrarmos em 2026, nossas prioridades permanecem inalteradas e esperamos consolidar nosso bom momento, apoiados por fundamentos sólidos do mercado de potássio, uma melhoria na margem de nitrogênio e maiores lucros no varejo […]”, acrescentou Seitz.





