A MBRF realizou um aporte de R$ 300 milhões como cotista em um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) do governo do Paraná para financiar os produtores integrados do Estado e apoiar projetos da própria companhia.
O fundo Paraná recebeu ainda outros R$ 75 milhões em investimento da Agência de Fomento do Paraná. Enquanto a MBRF entrou como cotista subordinado (que arca com mais riscos e recebe por último), a Fomento Paraná entrou como cotista sênior (com menos riscos e prioridade no recebimento do retorno).
Do total captado, 70% será destinado para financiar produtores de aves e suínos integrados à MBRF, sobretudo via aquisição de Cédulas de Produto Rural Financeiras (CPR-F). Os outros 30% serão direcionados a projetos estratégicos nas unidades produtivas da companhia.
“Este investimento reforça a solidez da nossa cadeia produtiva no Paraná e amplia nossa contribuição para o desenvolvimento da região”, afirmou Miguel Gularte, CEO da MBRF, em nota.
O governador do Paraná e pré-candidato à Presidência, Ratinho Jr., defendeu o modelo de financiamento público-privado e ressaltou que este é o terceiro FIDC do Estado em funcionamento. “Esse sistema ajuda a alavancar novos investimentos no agronegócio, potencializa o nosso PIB e fortalece a posição do Estado como supermercado do mundo”, defendeu, em nota.
A Fomento Paraná já tem outros dos fundos de direitos creditórios voltados ao agronegócio em operação. O primeiro deles recebeu aportes da C. Vale e do Sicredi, e segundo recebeu R$ 240 milhões da Seara, da JBS. Todos os fundos criados pela Fomento Paraná são geridos pela gestora Suno.