Marcelo Silva Logemann, integrante da família que controla a SLC Agrícola, uma das maiores empresas de produção de grãos e fibras do país, morreu na tarde desta quarta-feira (11/2), aos 71 anos, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A causa da morte não foi divulgada.
Em nota, o grupo afirmou que lamenta profundamente o falecimento do empresário. “Diante dessa perda irreparável, a família e a empresa pedem sensibilidade e respeito ao seu recolhimento”, diz o comunicado.
O empresário era irmão de Eduardo, Jorge Luiz, Ana e Elisabeth Logemann, integrantes da terceira geração de uma das famílias que participaram da criação do grupo SLC, em 1945. Marcelo detinha 1,11% das ações ordinárias da companhia, que teve receita de R$ 6,9 bilhões em 2024.
Em 1945, o engenheiro alemão Frederico Jorge Logemann e o sócio Balduíno Schneider fundaram a Schneider & Logemann Cia. Ltda., que inicialmente dedicava-se a atividades como beneficiamento de madeira e moagem de trigo e milho, além de serviços de mecânica e manutenção de equipamentos agrícolas. Dois anos depois, Logemann, Schneider e a família Ullmann, que havia entrado na sociedade, tomaram a decisão de fabricar máquinas agrícolas.
A operação agrícola do grupo nasceu em 1977, por iniciativa de Jorge Logemann, pai de Marcelo. A SLC Agrícola abriu seu capital na bolsa em 2007 e, atualmente, opera 22 fazendas e comercializa soja, algodão, milho e sementes, além de manter negócios com pecuária.
Marcelo não ocupava posição executiva no grupo, que tem Eduardo e Jorge Luiz, irmãos do empresário, nos cargos de presidente e vice-presidente do conselho de administração, respectivamente. No ranking de bilionários que a revista “Forbes” publicou em 2025, Marcelo Logemann e família apareceram em 272º lugar entre os maiores bilionários brasileiros, com patrimônio estimado em R$ 1 bilhão.