Lula lidera em todos os cenários de primeiro turno, aponta pesquisa Meio/Ideia

A primeira pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano de 2026 aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança absoluta em todos os cinco cenários simulados de primeiro turno para as eleições presidenciais, com percentuais variando entre 40% e 44% das intenções de voto.

Divulgada nesta terça-feira (13) pelo instituto Meio/Ideia, a sondagem ouviu 2 mil eleitores entre 8 e 12 de janeiro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, revelando vantagem folgada do petista sobre nomes da direita como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO).

No principal cenário, Lula registra 40,2% contra 32,7% de Tarcísio de Freitas, com Zema e Caiado empatados em 5,5%, Renan Santos (Missão) em 0,5% e Aldo Rebelo (DC) em 0,4%; brancos/nulos somam 3,6% e indecisos, 11,8%. Em outras simulações, o presidente mantém liderança similar, superando adversários em até 15 pontos. A liderança é registrada mesmo com o índice de rejeição de Lula, que é o maior entre os testados.

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A direita fragmentada beneficia Lula no primeiro turno, conforme aponta a pesquisa, sendo Tarcísio o candidato mais competitivo desse campo (variando de 32% a 35% nos diferentes cenários), seguido por Zema e Caiado em patamares mais baixos (4-6%), enquanto nomes como Ratinho Júnior (PR) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem em disputas paralelas com menor tração.

Nas simulações de segundo turno, Lula vence a maioria com folga: 46,3% contra 36,5% de Caiado e igual contra Zema (46,3% x 36,1%), além de margens acima de 10 pontos sobre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro (até 12 pontos de vantagem). Ele também vence Tarcísio numericamente (44,4% x 42,1%), sendo este o único cenário em que pode-se considerar empate técnico, levando em conta a margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Realizada por telefone com nível de confiança de 95%, a pesquisa reflete o cenário de fragmentação da direita no início do ano eleitoral, sem ainda um nome específico para a disputa presidencial, após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Iinstituto Meio/Ideia

O Instituto Meio/Ideia é uma iniciativa de pesquisa eleitoral no Brasil, resultante de uma parceria entre o veículo jornalístico Canal Meio e o Instituto Ideia, especializada em levantamentos de intenção de voto e avaliação de governo.

Fundado como colaboração para análises políticas, o Meio/Ideia realiza sondagens por telefone com amostras amplas (cerca de 2 mil eleitores), margem de erro de 2,2 pontos percentuais e confiança de 95%, sempre registradas no TSE, como o protocolo BR-06731/2026 da pesquisa de janeiro divulgada em 13/01/2026.

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Como funcionam as pesquisas eleitorais?

Pesquisas eleitorais funcionam como levantamentos científicos de opinião pública para medir intenções de voto, aprovação de candidatos ou avaliação de governos, baseando-se em amostras representativas da população eleitora. No Brasil, elas devem ser registradas no TSE antes da divulgação, com detalhes sobre metodologia, margem de erro e período de coleta, garantindo transparência conforme a lei eleitoral.

Os institutos definem o universo (ex.: eleitores aptos em um estado ou país) e selecionam uma amostra aleatória estratificada por critérios como idade, gênero, renda, região e escolaridade, geralmente entre 1.500 e 3.000 entrevistados para margem de erro de 2-3 pontos percentuais a 95% de confiança. Entrevistas ocorrem por telefone (fixo ou celular aleatório), face a face (domiciliar ou em pontos de fluxo como ruas movimentadas) ou online, com questionários padronizados incluindo cenários espontâneos (eleitor cita nomes livremente) e estimulados (lista de candidatos fornecida).

Incluem intenção de voto em 1º e 2º turnos, rejeição, opiniões sobre propostas e dados demográficos para ponderação estatística, corrigindo desvios da amostra real pelo censo ou urnas anteriores. Resultados são ajustados por estatísticos, excluindo brancos, nulos e indecisos em alguns cálculos, e divulgados com gráficos de cenários variados para captar tendências eleitorais.

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