A CNH Industrial, fabricante das marcas de máquinas agrícolas Case IH e New Holland, encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de US$ 89 milhões, em queda de 49,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi afetado pelo aumento nos custos dos produtos vendidos. Excluindo o efeito de encargos com reestruturação e de baixas contábeis relacionadas à aquisição da Raven em 2021 e ao investimento na Monarch Tractor, o lucro ajustado foi de US$ 246 milhões.

“Continuamos reduzindo os estoques dos revendedores, avançamos em nossas iniciativas de qualidade e excelência operacional e lançamos produtos que atendem diretamente às necessidades em constante evolução de agricultores e construtores. Nossas equipes executaram com disciplina, concentrando-se no que podemos controlar, enquanto apoiamos nossos clientes em meio às condições econômicas dinâmicas”, afirmou em comunicado Gerrit Marx, CEO da CNH.

“Ao entrarmos em 2026, permanecemos comprometidos com o planejamento prudente da produção, a inovação proposital e a entrega de ferro superior e integração de tecnologia”, acrescentou o CEO.

A receita consolidada no quarto trimestre aumentou 6%, para US$ 5,16 bilhões no quarto trimestre de 2025. Na América do Norte, as vendas de tratores de grande porte caíram 31% em volume e as vendas de tratores de pequeno porte tiveram queda de 14%.

Na Europa, África e no Oriente Médio, a demanda por tratores recuou 8%. Na América do Sul, a demanda por tratores também caiu 8%. Na Ásia-Pacífico, houve retração de 19% na demanda por tratores.

As vendas para área agrícola cresceram 5% em receita no trimestre, para US$ 3,6 bilhões, graças a preços favoráveis e a impactos cambiais positivos.

As vendas de produtos para o setor de construção aumentaram 19%, para US$ 853 milhões no trimestre, impulsionadas por maiores volumes de remessas e preços favoráveis, principalmente na América do Norte.

As receitas de serviços financeiros encolheram 6%, para US$ 700 milhões, com menores rendimentos e saldos de carteira reduzidos juntamente com menores vendas de equipamentos, parcialmente compensados pela variação cambial.

No ano de 2025, a receita recuou 9%, para US$ 18,10 bilhões, com a menor demanda por equipamentos no setor. O lucro líquido no ano foi de US$ 505 milhões, ante US$ 1,26 bilhão em 2024, uma queda de 59,9%. O lucro diluído por ação foi de US$ 0,41. O lucro ajustado diluído por ação chegou a US$ 0,55.

Para 2026, a CNH vê um cenário ainda desafiador para agricultores, incluindo preços baixos das commodities, altos custos de insumos e um ambiente comercial incerto. A companhia espera uma demanda da indústria norte-americana por equipamentos agrícolas enfraquecida e alguma estabilidade na demanda na Europa, África e no Oriente Médio.

No geral, a CNH prevê queda de 5% na demanda global no segmento agrícola. A empresa informou que vai manter baixos níveis de produção e trabalhar com sua rede de concessionárias para reduzir o estoque, buscando eficiência de custos. A demanda do setor deve retomar o crescimento em 2027, estima a CNH.

Para o segmento de construção, a expectativa é de vendas estáveis em relação a 2025. O lucro ajustado diluído por ação está estimado entre US$ 0,35 e US$ 0,45.