
O jogador Eros Mancuso, que atua como lateral-direito no Fortaleza, foi acusado de agressão por um morador de um condomínio de luxo no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), após uma confusão durante uma festa de Réveillon. A denúncia ganhou repercussão nesta quinta-feira (1º), depois que o vizinho procurou a imprensa e relatou ter sido espancado ao reclamar do som alto na residência onde o jogador comemorava a virada do ano com familiares e amigos.
Segundo o morador, a discussão teve início quando ele foi até o imóvel ocupado pelos atletas para pedir que o volume fosse reduzido, afirmando que o filho recém-nascido não conseguia dormir por causa do barulho. Ainda de acordo com o relato, ao retornar ao próprio apartamento, ele teria sido cercado e agredido com socos e chutes dentro do condomínio. O homem também afirma que uma criança da família foi ferida com uma mordida no nariz durante o tumulto.
Os relatos divulgados indicam que, além de Eros Mancuso, os argentinos Tomás Pochettino e Tucu Herrera, também jogadores do Fortaleza, participavam da festa no momento da confusão. Moradores relataram barulho até a madrugada e disseram ter visto a movimentação de seguranças e guardas municipais após o início da briga.
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Vídeos publicados em redes sociais mostram a presença de agentes da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) – unidade especializada da Guarda Civil Municipal de Eusébio – no condomínio.
Em pronunciamento nas redes sociais, Eros Mancuso negou ter iniciado as agressões e afirmou que foi surpreendido por um homem “nitidamente fora de si, conscientemente e fisicamente”. Segundo o lateral, o vizinho teria feito xingamentos contra sua honra e seu trabalho, além de tentar humilhar os convidados. O jogador diz que o morador, acompanhado de outra pessoa, teria ido até a casa do jogador, arrombado uma das portas e ameaçado quem estava no local – o que, de acordo com a versão do atleta, levou à tentativa de retirá-lo do imóvel e à necessidade de acionar a polícia para conter a situação.
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A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar o suposto crime de lesão corporal e as circunstâncias da briga. A ocorrência foi registrada e a vítima passou por exame de corpo de delito, etapa que precede a investigação. Imagens que circulam em canais locais mostram a chegada de viaturas e guardas municipais ao condomínio logo após o episódio.
O Fortaleza Esporte Clube, após o ocorrido, informou que acompanha o caso de perto e presta suporte jurídico ao atleta, afirmando confiar na apuração das autoridades para esclarecer os fatos. Enquanto isso, tanto o jogador quanto o denunciante ainda devem ser ouvidos formalmente pela Polícia Civil, e o inquérito poderá definir se haverá indiciamento dos envolvidos por lesão corporal ou outros delitos relacionados à confusão.
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Confira na íntegra o pronunciamento de Mancuso nas redes sociais após o ocorrido:
Na virada de ano, enquanto estive em casa com família e amigos, fui surpreendido com xingamentos por um homem nitidamente fora de si, conscientemente e fisicamente.
Foi clara a sua intenção de criar uma confusão durante toda a noite. Os xingamentos eram sobre minha honra e meu trabalho, além de tentativas de diminuir as pessoas que estavam comigo.
Mesmo ignorado, ele insistiu. Com outro rapaz, veio até minha casa, ingressou e arrombou uma das portas e ameaçou todo mundo. Tentamos retirá-los, mas partiram para agressões físicas com um dos convidados e tivemos que chamar a polícia para conter todo o problema.
Estou bem, assim como familiares e amigos, e durante o dia estarei fazendo boletim de ocorrência. Obrigado pelas mensagens de preocupação e não devo mais falar sobre o caso.
Um abraço a todos!
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