As vendas semanais de grãos nos EUA cresceram, e motivaram a alta dos preços na bolsa de Chicago. O aumento mais expressivo nas vendas aconteceu no milho, que fechou a sessão desta sexta-feira (23/1) em alta de 1,53%, a US$ 4,3050 o bushel.
A procura por milho americano está firme durante a temporada 2025/26 e cresceu ainda mais na semana encerrada em 15 de janeiro. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas alcançaram 4 milhões de toneladas no período. Sete dias antes, o volume negociado atingiu 1,1 milhão. Analistas esperavam, no máximo, vendas de 3,10 milhões na semana. As 4 milhões ainda representam a maior venda semanal da temporada 2025/26.
No acumulado da safra, os EUA já venderam pouco mais de 56 milhões de toneladas de milho, acima das 41,9 milhões negociadas no ano anterior.
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“As vendas fortes confirmaram a demanda, validaram o movimento de valorização iniciado ontem e deram base para a manutenção da alta. Chicago respondeu porque os números justificaram o ajuste para cima de preço”, disse, em nota, a Royal Rural.
Soja
O aumento das vendas de soja nos EUA também direcionou a alta nos preços na bolsa de Chicago. Os papéis com entrega para março fecharam a sessão cotados a US$ 10,6775 o bushel, elevação de 0,35%.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informou que as vendas de soja no país alcançaram 2,4 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de janeiro, quantidade acima das pouco mais de 2 milhões negociadas entre os dias 1 a 8 de janeiro.
O USDA destacou, ainda, que a China respondeu pela compra de 1,3 milhão de toneladas na última semana, indicando demanda relativamente firme pelo grão americano.
Trigo
O trigo liderou a alta dos grãos na bolsa de Chicago, com a combinação de fundamentos técnicos e fatores relacionados com a demanda. Os papéis para março fecharam em alta de 2,72%, para a US$ 5,2950 o bushel.
Além de uma alta técnica motivada pelo cenário de baixa para o cereal, os contratos futuros avançaram após o USDA indicar aumento nas vendas líquidas do cereal, que alcançaram 618,1 mil toneladas na semana passada, bem acima das 156,3 mil negociadas na primeira semana de janeiro.