A sexta-feira (9/1) foi marcada por um pregão “morno” para os grãos na bolsa de Chicago. Os preços ficaram praticamente no zero a zero na sessão. Nas negociações da soja em Chicago, os lotes com entrega para março avançaram apenas 0,12%, para um valor de US$ 10,6250 o bushel.
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Segundo análise da consultoria Granar, a alta de hoje têm relação com o movimento dos fundos, que ajustaram suas posições com base em fatores técnicos. Pelo lado dos fundamentos do mercado agrícola, diante das perspectivas positivas de produção na América do Sul, e a significativa defasagem das exportações americanas, a tendência é de que a soja continue a pender para o lado das baixas em Chicago.
A pouca oscilação também pode ser explicada pela proximidade do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que será divulgado na próxima segunda (12).
Com a safra de soja 2025/26 dos EUA praticamente definida, as atenções do mercado se voltam para os números do Brasil, que iniciou há pouco a colheita de safra. Segundo aposta média dos analistas de mercado, o USDA deverá indicar a produção brasileira em 176,35 milhões de toneladas, volume maior que as 175 milhões projetadas pelo departamento no relatório de dezembro.
Milho e trigo
Com poucas mudanças no quadro de oferta e demanda, os preços dos cereais pouco oscilaram na bolsa de Chicago. Nos negócios do milho, os papéis para março caíram 0,06%, a US$ 4,46 o bushel. No caso do trigo, o recuo foi de 0,14%, com o papel também para março cotado a US$ 5,1725 o bushel.