
O trigo fechou a sessão em Chicago com preços em forte alta, diante de instabilidades geopolíticas e preocupações com o clima em áreas produtoras nos EUA. O contrato para maio de 2026 avançou 2,96%, a US$ 5,9150 o bushel.
De acordo com a consultoria Granar, o trigo subiu diante de tensões geopolíticas em zonas produtoras ou consumidoras do cereal. Entre essas tensões, a consultoria destaca a falta de acordo entre Rússia e Ucrânia, que traz impactos para o Mar Negro, uma das principais vias de escoamento de trigo dos dois países. O impasse geopolítico envolvendo Irã e EUA é outro ponto de atenção para os investidores, segundo a Granar.
Também ajudou no fechamento positivo do trigo a falta de umidade nas áreas produtoras da Índia. Segundo a consultoria, esse quadro pode afetar as intenções do governo daquele país em relação ao levantamento da proibição de exportação de trigo.
Por fim, o mercado também reagiu ao aumento do déficit hídrico nas áreas produtoras de trigo de inverno dos Estados Unidos. Nesse sentido, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevou ontem de 46% para 50% a área coberta por trigo de inverno que está sofrendo algum grau de seca. O número desta semana ficou bem acima dos 22% registrados no mesmo período de 2025.
Milho
O preço do milho subiu na bolsa de Chicago, acompanhando a forte valorização do trigo. Os contratos para maio avançaram 1,13%, para US$ 4,4850 o bushel.
Em momentos de forte oscilação para o trigo, o preço do milho geralmente é impactado, já que ambos os cereais são utilizados como matéria-prima na indústria de ração animal.
Soja
Acompanhando as altas do trigo e do milho, a soja também avançou na sessão desta sexta. Os papéis da para maio subiram 0,62%, a US$ 11,7075 o bushel.
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