Fortaleza: Rede Cuca transforma a vida de jovens na Barra do Ceará há 17 anos

Em 2009, a Barra do Ceará se tornou o primeiro bairro da capital a receber um equipamento da Rede Cuca com a inauguração do Cuca Che Guevara, durante a gestão da então prefeita Luizianne Lins. Idealizado como um espaço cultural e esportivo voltado à juventude, o centro foi criado para oferecer oportunidades em várias áreas, como explica Elisberto Alves, coordenador do Cuca Barra:

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“A juventude na época não tinha uma política específica para eles, né? Então foi pensada a Rede Cuca como um equipamento, né? Dentro desse equipamento fazer política em várias áreas. O Cuca já fala no nome: Centro Urbano, Cultura e Arte. Aí tem um esporte ali que fica mudo, mas o esporte também. Onde o jovem vai ter acesso à cultura, à formação, à arte e ao esporte. Aí vai ter vez, né? Vai ser protagonista.”

O projeto já impactou a vida de inúmeros jovens, como Paulo Henrique, o “Bebê Monstro”, bicampeão sul-brasileiro de jiu-jitsu e campeão mundial pela CBJJE. Ele conta que sua trajetória no esporte e na educação física só foi possível graças à Rede Cuca: “Através da Rede Cuca eu tive várias oportunidades na vida, me tornei faixa preta de Jiu-Jitsu e personal trainer. Sou formado em educação física, e tudo isso graças às políticas públicas e à Rede Cuca, que me auxiliou com passagens, treinos e suporte para chegar onde estou hoje.”

Entre as modalidades oferecidas, destacam-se natação, futebol, tênis de mesa e artes marciais. Felipe Ferreira, triatleta, relembra como o Cuca o tirou do sedentarismo: “Antes da Rede Cuca, eu não praticava nenhum tipo de atividade física, eu era sedentário. E em 2023 entrei na natação daqui, do zero mesmo. Aprendi com o professor e aos poucos fui introduzindo mais esportes.” Marcos Luan, pentacampeão de boxe e campeão de MMA profissional, também começou sua carreira no equipamento: “Tive vontade de treinar, mas era sempre pago e eu não conseguia. Aí conheci a Rede Cuca. MMA, boxe, comecei a treinar e desde então não parei.”

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O professor de artes marciais Carlos Frota destaca a importância do Cuca para a formação de atletas e para a comunidade: “No primeiro ano, conseguimos fazer 13 campeões searenses da modalidade Caldaval, que era o boxe chinês. De lá pra cá, percebemos que esse equipamento era ideal para garimpar atletas de alto rendimento e gerar oportunidades para alunos que queriam praticar artes marciais, mas não tinham acesso. Conseguimos motivar, ajudar e transformar a vida de muitos jovens.”

O sucesso do Cuca Tcheguevara resultou na expansão da Rede Cuca para outros bairros da cidade. Atualmente, são cinco equipamentos que atendem mais de 8 mil pessoas em diversas áreas de cultura, esporte e educação. Elisberto Alves ressalta: “O Cuca é um sucesso, é a maior política pública de juventude do Brasil. Aqui o jovem é protagonista, entra e tem oportunidade. Está localizado em regiões de vulnerabilidade justamente para dar acesso a quem normalmente não teria. Temos piscina semiolímpica, cursos de informática, apoio para buscar emprego, cultura, espetáculos de teatro e cinema. Tudo isso oportuniza a juventude e transforma vidas.”

A Rede Cuca segue sendo um marco em Fortaleza, demonstrando que políticas públicas estruturadas podem promover inclusão social, desenvolvimento esportivo e cultural, e abrir portas para jovens realizarem sonhos e conquistas.

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