
A cidade de Fortaleza amanheceu, nesta quinta-feira (12), com chuva intensa em diversas regiões, com vídeos de vias alagadas circulando nas redes após as primeiras precipitações. No Centro, era possível ver ruas e avenidas tomadas por água já nas primeiras horas da manhã.
A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos do Ceará (Funceme) havia adiantado que o Ceará voltaria a ter maiores registros de chuva a partir desta quinta, após alguns dias de sol na maior parte do estado. A projeção se mantém para os períodos da tarde e da noite, com destaque para parte da porção central do estado.
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Chuva em Fortaleza tem relação com efeitos locais, segundo a meteorologia
Segundo os meteorologistas da Fundação, essas chuvas estão associadas principalmente a efeitos locais, como as brisas terrestre e marítima, e à interação entre relevo, umidade e temperatura. Além disso, o deslocamento do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) proporciona condições atmosféricas favoráveis à ocorrência dessas chuvas.
“Ressalta-se, ainda, que a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema meteorológico indutor de chuvas durante a quadra chuvosa no estado, encontra-se posicionada em torno de 0°N, o que limita sua influência direta sobre o Ceará neste período”, pontua ainda.
Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN): Sistema de pressão em médios e altos níveis da troposfera, que tem como característica a circulação dos ventos no sentido horário em torno de seu centro seco, e presença de nebulosidade e precipitação em suas bordas.
Zona de Convergência Intertropical (ZCIT): Banda de nuvens que circunda a faixa equatorial do globo terrestre, formada principalmente pela confluência dos ventos alísios do Hemisfério Norte com os ventos alísios do Hemisfério Sul.
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Chuvas podem vir acompanhadas de raios em Fortaleza
A quadra chuvosa no Ceará teve início este mês, com chuvas em todas as macro-regiões do estado, incluindo tempestades acompanhadas de raios. O cenário é resultado da intensificação das condições de instabilidade atmosférica.
De acordo com a Funceme, as condições meteorológicas que atuam sobre o estado favorecem a formação de instabilidades atmosféricas, o que pode resultar em chuvas acompanhadas de descargas elétricas em algumas áreas. Esse cenário ocorre devido à possibilidade de formação de nuvens cumulonimbus, conhecidas por estarem associadas a tempestades.
Quando essas nuvens se desenvolvem, aumentam as chances de ocorrência de raios, especialmente em períodos de maior instabilidade. Somente no mês de janeiro, o Ceará registrou mais de 21 mil descargas elétricas, segundo levantamento da Enel.
Projeções para a quadra chuvosa
Apesar dos registros de chuva, as projeções para a quadra chuvosa de 2026 preocupam. Conforme informado pela Funceme, o prognóstico climático para o trimestre (compreendendo os meses de fevereiro, março e abril) é de 40% de probabilidade de chuvas abaixo da média; 40% de probabilidade de níveis normais de chuvas; e 20% de probabilidade de chuvas acima da média.
A probabilidade de chuvas abaixo da média preocupa, conforme os analistas da Funceme, inclusive porque hoje a capacidade dos reservatórios do estado é considerada insuficiente.
Pré-estação no Ceará
Até o dia 21 de janeiro, data em que foi feita a divulgação do prognóstico da Funceme, o Ceará vivia a segunda pior pré-estação já registrada, em volume de chuvas. A pré-estação mais seca foi observada em 1982, há 44 anos.
O período de pré-estação chuvosa no Ceará compreende os meses de dezembro e janeiro, atuando como fase de transição antes da quadra chuvosa principal, que ocorre de fevereiro a maio.
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