
Os planos de Henrique de Barros Galhardo para o futuro mudaram em 2024, quando o jovem paulistano tinha 17 anos. Inicialmente, ele tinha a ideia de estudar economia nos Estados Unidos, mas, durante uma conversa com Ricardo Junqueira, seu professor de biologia do ensino médio, o foco voltou-se para o agronegócio.
O “clique”, como diz Galhardo, ocorreu quando ele mergulhou nos dados do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos e observou uma discrepância significativa: apesar de o Brasil ter um rebanho de dimensões continentais, a taxa de rastreabilidade ainda é muito baixa.
Dos 238 milhões de cabeças de gado que existem hoje no país, somente 3% estão devidamente identificadas. O programa de rastreabilidade ainda está em desenvolvimento, e a obrigação de rastrear todo o rebanho passará a valer em 1° de janeiro de 2033, segundo o Ministério da Agricultura.
Mais do que um gargalo, Galhardo enxergou uma oportunidade de empreender na área. Assim, em parceria com o professor Ricardo e com o amigo Giovanni Del Chiaro, ele criou, em fevereiro de 2025, a BoviChain, startup que combina diferentes tecnologias para facilitar a identificação e o rastreamento dos animais.
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A empresa recebeu um aporte de R$ 7,5 milhões de investidores-anjo em junho do ano passado e, hoje, tem mais de 40 colaboradores, distribuídos nas operações de São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Galhardo, o principal executivo da empresa, diz que a BoviChain tornou-se o seu “projeto de vida”. Atualmente, a startup tem clientes que administram mais de 350 fazendas nos Estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Bahia.






