
O custo total de produção do milho na safra 2025/26 é estimado em R$ 6.684,91 por hectare, que equivale a um aumento de 9,69% em relação à safra anterior. Os dados fazem parte da primeira estimativa de custo de produção divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Os gastos com custeio da safra chegam a R$ 3.319,51 por hectare, alta de 2,56% em relação à safra 2024/25. O incremento deve-se à elevação nas despesas com sementes (1,91%) e fertilizantes (5,93%). Os gastos com defensivos, por sua vez, apresentam incremento de 0,25%. O custo operacional efetivo subiu 4,22%, para R$ 4.806,17 por hectare.
De acordo com o Imea, considerando a produtividade estimada de 116,61 sacas por hectare, o preço médio de venda de R$ 45,95 por saca, praticado em dezembro de 2025, permite cobrir o custo operacional efetivo, mas não cobre os custos totais. Na semana passada, o preço do milho em Mato Grosso atingiu a média de R$ 47,83 por saca, com valorização semanal de 1,15%.
Soja
O custo total de produção da soja em Mato Grosso na safra 2025/26 subiu 7,69% em relação à temporada anterior e alcançou uma média de R$ 7.657,89 por hectare.
O aumento no custo total reflete a elevação de 9,23% nos gastos com fertilizantes e de 4,33% nos gastos com defensivos. Além disso, o custo de oportunidade do capital aumentou 24,28%, impulsionado pela alta da taxa Selic, segundo o Imea.
No lado da receita, considerando a produtividade média de 60,45 sacas por hectare e o preço ponderado até julho de R$ 110,10 por saca, a receita bruta deve chegar a R$ 6.656 por hectare, na média, o que representa uma queda de 8,23% em relação à safra 2024/25.
Esse valor, segundo o Imea, é suficiente para garantir o custo operacional efetivo, projetado em R$ 5.879,32 por hectare, mas insuficiente para cobrir os custos totais, gerando perda média de R$ 1.001,89 por hectare.
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Um dos principais gargalos permanece sendo a despesa com fertilizantes e defensivos, que juntos representam 37,58% do custo total da oleaginosa para a safra 2025/26.
O Imea ressaltou a importância de manter atenção quanto à relação de troca com fertilizantes. Estima-se que para esta safra, para adquirir uma tonelada de fertilizante super fosfato simples (SSP) são necessárias 2,63 sacas de soja a mais que na safra anterior. No caso do fosfato monoamônico (MAP), houve aumento de 2,27 sacas de soja por tonelada do insumo; e no caso do cloreto de potássio, 2,97 sacas de soja. Por esse motivo, segundo o Imea, as vendas de fertilizantes para a próxima safra estão atrasadas em relação às safras anteriores.
Algodão
O custo total de produção de algodão na safra 2026/27 em Mato Grosso está projetado em R$ 18.917,57 por hectare, o que representa uma alta de 2,44% em relação à safra 2025/26. O aumento nos custos decorre sobretudo do custo de oportunidade, que está 21,2% maior, segundo o Imea.
Já o custeio de produção para a safra 2026/27 apresenta redução de 1,13%, para R$ 10.653,57 por hectare, retração associada à queda nas despesas de fertilizantes e corretivos. O custo operacional efetivo está estimado em R$ 15.255,21 por hectare, queda de 0,59% em relação à safra 2025/26.
Em relação à safra 2025/26, o Imea informou que, até sexta-feira (16/1), a semeadura avançou 20,96 pontos percentuais na última semana, alcançando 29,04% da área prevista para o ciclo.
Houve intensificação do plantio na última semana com o avanço da colheita da soja. O percentual atingido está 9,7 pontos percentuais adiantado em relação à safra 2024/25 e 4,84 pontos percentuais acima da média das últimas cinco safras.






