Criança de dois anos morre afogada após cair em cisterna no interior do Ceará

Uma criança de dois anos e nove meses morreu afogada no município de Banabuiú, no interior do Ceará, após cair em uma cisterna, no último sábado (7). Conforme informou em nota a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), o acidente ocorreu nas proximidades da residência da vítima. Familiares perceberam a situação e tentaram socorrê-la.

Equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e uma equipe médica foram acionadas para o local e constataram a morte. Ainda no local, uma equipe da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realizou os primeiros levantamentos sobre o caso. As investigações estão a cargo da Delegacia de Polícia Civil de Quixadá.

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Denúncias

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem o trabalho policial. As denúncias podem ser feitas pelo número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS); pelo WhatsApp (85) 3101-0181, que recebe mensagens de texto, áudio, vídeo e fotografia; ou ainda pelo serviço “e-denúncia”, disponível no site do 181: disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br. O sigilo e o anonimato são garantidos.

Cuidados

Cisternas e poços representam riscos graves de afogamento para crianças, especialmente em áreas rurais ou urbanas com reservatórios de água abertos. Medidas simples de prevenção podem evitar acidentes fatais, garantindo a segurança das pequenas em casa e no quintal.

Deve-se deixar as crianças sempre com supervisão adulta, quando próxima a cisternas, poços ou qualquer reservatório de água, mesmo que contenha poucos centímetros de líquido. A vigilância deve ser de braços dados, sem distrações como celular ou tarefas domésticas. Especialistas alertam que afogamentos ocorrem em segundos, e bebês e crianças pequenas podem se afogar em recipientes rasos.

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É importante deixar cisternas, poços, tonéis e caixas d’água sempre trancados com tampas resistentes, grades ou cercas de no mínimo 1,5 metro de altura com travas e cadeados. Esvazie baldes, bacias e banheiras após o uso, guardando-os virados para baixo e fora do alcance infantil. Instale barreiras em áreas de serviço, banheiros e quintais para restringir o acesso autônomo.

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Ainda este mês, um bebê de 1 ano e 9 meses morreu em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em uma piscina em uma residência. O acidente ocorreu no momento em que a irmã adolescente saiu de casa e deixou a criança sem supervisão direta.

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De acordo com apuração da TV Cidade, a menina de 13 anos, que cuidava do irmão enquanto a mãe trabalhava, saiu rapidamente para uma mercearia, e foi nesse intervalo que o menino conseguiu sair do apartamento e caiu em uma piscina desativada do condomínio, na região da Tabuba. A criança morava com a mãe, que trabalha em um restaurante no Cumbuco.

Há pouco mais de um mês, uma outra ocorrência envolvendo afogamento de criança também terminou em morte, mas não da criança: um idoso identificado como Afonso de Oliveira Castro, de 63 anos, morreu após salvar duas crianças que estavam se afogando em um trecho perigoso da Praia do Futuro, em Fortaleza.

Testemunhas relataram que Afonso, que era morador do Crato e estava na capital cearense para as festividades de fim de ano com a família, percebeu as crianças em perigo e rapidamente entrou na água para resgatá-las. Ele conseguiu trazê-las em segurança até a faixa de areia, mas passou mal logo em seguida e desmaiou.

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