
A engorda de gado em confinamento alcançou 9,25 milhões de cabeças em 2025, aumento de 16% no comparativo anual, conforme dados do Censo de Confinamento apresentados pela dsm-firmenich nesta terça-feira (10/2). A terminação intensiva ocorreu em 2.445 propriedades e 1.095 municípios brasileiros.
Walter Patrizi, gerente de Confinamento da dsm-firmenich, ressaltou que o aumento de 16% no volume de gado confinado no país supera a média histórica, que apresentava avanços em torno de 11% nos últimos anos.
O Estado de Mato Grosso segue na liderança nacional, com 2,2 milhões de bovinos confinados, crescimento de 29,6% em relação ao ano anterior. Na sequência aparece São Paulo, com 1,4 milhão de animais, mantendo trajetória de expansão (7,7%), seguido por Goiás, que também alcançou 1,4 milhão de cabeças, com avanço de 13,6%.
O Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição, com 0,9 milhão de bovinos confinados, crescimento de 17,8%, enquanto Minas Gerais fecha o ranking dos cinco principais Estados, com 0,8 milhão de animais, mantendo estabilidade em relação ao ciclo anterior.
“Atualmente, existe uma concentração dos confinamentos nestas regiões, mas os demais Estados também vêm crescendo”, afirma Patrizi.
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Segundo o executivo, os maiores avanços acontecem em confinamentos de grande porte. Cerca de 45% do rebanho confinado estão nas mãos dos 100 maiores confinadores do Brasil.
Em contrapartida, cerca de 1.129 pecuaristas estão na ponta mais baixa desta cadeia, com menos de mil cabeças confinadas.
Patrizi destacou também que a representatividade dos boiteis aumentou e o volume de gado confinado nesse sistema atingiu o recorde de 1.758.730 cabeças, um incremento de 19% em relação ao ano anterior.
“Neste ano, apesar do momento de ciclo ser diferente na pecuária, o Brasil vem aumentando ano a ano o número de animais confinados”, pontuou o executivo.






