O comércio com a Venezuela teve oscilações marcantes entre 1997 e 2025 e o peso relativo do país vizinho diminuiu ao longo do tempo, afirmou nesta terça-feira (6/1) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Na divulgação da balança comercial de 2025, a pasta apresentou um estudo com detalhes sobre a evolução do comércio bilateral, em que mostra que a Venezuela é apenas o 52º maior destino das exportações brasileiras e o 61º maior fornecedor das compras nacionais.
“O ponto máximo de exportação [para a Venezuela] foi atingido em 2008, quando superou US$ 5,1 bilhões. Já a importação brasileira proveniente da Venezuela apresentou pico em 2000, ultrapassando US$ 1,3 bilhão”, informa o texto.
No documento, o Mdic cita os dados de exportações e importações de janeiro a novembro de 2025, mas o sistema da secretária de comércio exterior (Comex Stat) disponibilizou os dados para o ano completo de 2025.
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As exportações brasileiras para a Venezuela totalizaram US$ 838,2 milhões em 2025, quase 30% a menos que em 2024. Nas importações, o valor caiu 17,3% em igual base de comparação, para US$ 349,1 milhões. A Venezuela representa 0,24% das exportações brasileiras e 0,12% das importações.
“A participação da Venezuela no total do comércio exterior brasileiro permaneceu modesta na maior parte do período [1997-2025], raramente superando 0,4% desde 2021, o que indica que, apesar da relevância histórica, o peso relativo da Venezuela diminuiu ao longo do tempo”, afirma o comunicado do Mdic.
De acordo com o ministério, o principal produto exportado para a Venezuela foi açúcar, seguido por preparações alimentícias como farinhas, maionese e preparações para bebidas; além de milho, arroz, automóveis, entre outros. Do lado da importação, o Brasil comprou principalmente fertilizantes, alumínio e metanol.