Pelo menos cinco municípios de Santa Catarina declararam emergência pelos preços baixos da cebola no começo deste ano. O Estado é responsável por 40% da produção da hortaliça no país e, pela segunda safra consecutiva, sua oferta abundante está prejudicando produtores.
Além de Ituporanga, capital nacional da produção, as cidades de Atalanta, Chapadão do Lageado, Imbuia e Alfredo Wagner entraram em situação de emergência.
Os decretos estipulam que, nos próximos 180 dias, seja mais fácil para os municípios adotarem medidas que auxiliem na redução da crise, como renegociação de dívidas, facilitação para crédito e busca por apoio estadual, federal e de instituições financeiras.
Colaboradores da região ouvidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) relatam preocupação com o cenário, já que tem havido dificuldades para escoar a produção e os estoques começam a perder qualidade. Os principais relatos são a respeito da ocorrência de mofo.
Em Ituporanga, o preço médio pago por quilo de cebola crioula ao produtor nesta semana, segundo o Cepea, foi de R$ 0,75. No entanto, um estudo anexado ao decreto de Ituporanga mostra que o custo médio para produzir um quilo de cebola é de R$ 1,33. No mesmo período de 2025, o preço pago ao produtor era de R$ 1,28 e, em 2024, era R$ 4,06.