O Brasil fechou o mês de fevereiro com o embarque de 8,9 milhões de toneladas de soja, redução de 8,2% quando comparado com as vendas no mesmo período do ano anterior, informou nesta quarta-feira (4/3) a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
“As chuvas enfraqueceram as exportações em fevereiro e foram embarcadas 8,9 milhões de toneladas, mais de um milhão de toneladas a menos do volume esperado. Somente no Porto de Paranaguá, houve períodos de chuva em 26 dos 28 dias do mês”, disse a Anec, em boletim.
Para o mês de março, com a colheita de soja a pleno vapor, a previsão é de que o Brasil exporte mais de 16 milhões de toneladas, conforme estimativa da Anec.
Em relação ao farelo de soja, as exportações em fevereiro caíram 13,3%, para 1,3 milhão de toneladas. Já em março, é esperado um incremento nas vendas externas, que devem alcançar 2,5 milhões de toneladas.
As exportações de milho do Brasil também desaceleraram em fevereiro, com o embarque de pouco mais de 1 milhão de toneladas, com baixa de 23,1% se comparado com um ano atrás. Neste mês, a Anec projeta o embarque de 697 mil toneladas.
“As exportações de milho vêm diminuindo e abrindo espaço para o escoamento da safra de soja”, apontou a entidade.
Sobre o conflito no Oriente Médio que também envolve o Irã, principal comprador do milho brasileiro, a Anec projetou um cenário negativo para o milho, pois os iranianos, em conjunto com a Arábia Saudita, adquiriram 14 milhões de toneladas de milho do Brasil em 2025.
“Esse contexto gera incertezas entre os agentes de mercado e pode trazer impactos relevantes sobre os volumes exportados”, projetou a Anec.