
O excesso de chuvas nos últimos dias em Mato Grosso tem prejudicado o andamento das operações agrícolas, com impactos diretos na colheita da soja. A elevada frequência de dias consecutivos com chuva e a baixa disponibilidade de radiação solar mantêm o solo com altos níveis de umidade, limitando o tráfego de máquinas agrícolas e reduzindo a janela operacional no campo, alerta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Neste mês de fevereiro, os volumes de chuva já ultrapassaram os 200 mm no Norte de Mato Grosso. Em municípios como Sorriso e Cotriguaçu, os acumulados chegaram a 254,2 mm e 318,4 mm, respectivamente. Esses valores se aproximam e, em alguns casos, já atingem a média histórica de fevereiro, que na região varia entre 250 e 350 mm.
O Inmet alerta que esta situação é mais crítica, não apenas pelos maiores volumes registrados, mas principalmente pela persistência das chuvas ao longo de várias horas do dia, diferentemente do padrão típico de pancadas no final da tarde. Além disso, a condição de maior nebulosidade reflete em menor disponibilidade de radiação solar, que impacta na redução de potencial da produtividade de soja na região.
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Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), as chuvas estão limitando a colheita da soja, que atingiu 36% da área plantada. A persistência de áreas encharcadas tem atrasado o ritmo da colheita e elevado o risco de perdas na qualidade dos grãos.
O aumento da umidade favorece a maior suscetibilidade ao desenvolvimento de doenças fúngicas, comprometendo o padrão comercial da produção e podendo resultar em descontos no momento da entrega. Além disso, as condições adversas tendem a impactar o calendário de implantação das culturas de segunda safra, como milho e algodão.






