Com o plantio de soja praticamente encerrado no Rio Grande do Sul, produtores agora aguardam a regularização das chuvas para garantir um estágio de desenvolvimento favorável às plantas no final de ciclo. Segundo a Emater-RS, a semeadura em solos gaúchos chegou a 99%, em linha com os trabalhos registrados nessa mesma época do ano passado. A maior parte das lavouras (46%) está em fase de floração.
Em boletim, a Emater destacou que chama a atenção a heterogeneidade dos cultivos da soja no Estado. “Observam-se lavouras com adequado crescimento vegetativo e alto potencial produtivo, contrastando com áreas sob estresse hídrico, inclusive dentro de uma mesma região ou até no mesmo município”.
A Emater ressaltou áreas de várzea, de solos mais profundos ou com boa cobertura de palhada mantêm melhores condições hídricas e térmicas, refletindo em maior uniformidade e potencial produtivo. Em áreas de solos rasos, compactados ou de menor capacidade de armazenamento de água, os sintomas de estresse são mais evidentes, como murcha temporária, queda de flores e abortamento de vagens.
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Sobre a colheita de milho no Rio Grande do Sul, a Emater indicou os trabalhos a 35%, versus 44% colhidos um ano antes e 38% da média dos últimos cinco anos.
Assim como acontece na soja, o clima também traz dois cenários distintos para as lavouras do cereal. “Observa-se expressiva variabilidade de desempenho produtivo em função da distribuição irregular das chuvas e da coincidência do déficit hídrico com estádios críticos, especialmente floração e enchimento de grãos. Em áreas irrigadas, os rendimentos estão elevados, enquanto as lavouras de sequeiro apresentam reduções consolidadas de produtividade”.