Ceará teve em 2025 a menor taxa de desemprego já registrada no estado

O Ceará registrou, em 2025, a menor taxa de desemprego já observada no estado, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa no ano ficou em 6,5%, a menor desde o início da série histórica da Pnad, iniciada em 2012.

Antes disso, o menor nível no Ceará havia sido registrado em 2014, com taxa de desemprego de 7,1%. Por sua vez, a maior taxa foi registrada em 2021, em meio à pandemia da covid-19, com 14%.

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Além do Ceará, 18 estados e o Distrito Federal (DF) também fecharam o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego registrada na série histórica da Pnad. Para o país como um todo, o ano de 2025 terminou com taxa de desemprego de 5,6% – igualmente a menor da série histórica.

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

Taxas de desemprego: Ceará está entre os estados que registraram mínima histórica em 2025

As unidades da federação (UF) que alcançaram a taxa mínima de desemprego foram:

  • Mato Grosso: 2,2%
  • Santa Catarina: 2,3%
  • Mato Grosso do Sul: 3%
  • Espírito Santo: 3,3%
  • Paraná: 3,6%
  • Rio Grande do Sul: 4%
  • Minas Gerais: 4,6%
  • Goiás: 4,6%
  • Tocantins: 4,7%
  • São Paulo: 5%
  • Paraíba: 6%
  • Ceará: 6,5%
  • Pará: 6,8%
  • Maranhão: 6,8%
  • Distrito Federal: 7,5%
  • Amapá: 7,9%
  • Sergipe: 7,9%
  • Rio Grande do Norte: 8,1%
  • Amazonas: 8,4%
  • Bahia: 8,7%

Apesar de não ter vivenciado queda na taxa de desemprego, Rondônia fechou o ano em 3,3%, quarto menor índice do país. O recorde de mínima da desocupação do estado do norte foi 3,1%, em 2023.

De todos os estados que atingiram os menores índices de desemprego em 2025, o único que não apresentou queda na comparação com 2024 foi o Amazonas, que repetiu a marca de 8,4%.

Doze UFs ficaram abaixo da média nacional de desemprego

Os dados consolidados de 2025 revelam que das 27 UFs, 12 ficaram abaixo da média nacional (5,6%); e 15 superam o desemprego médio no país. Três estados do Nordeste apresentam as maiores desocupações. Veja o ranking:

  • Mato Grosso: 2,2%
  • Santa Catarina: 2,3%
  • Mato Grosso do Sul: 3,0%
  • Espírito Santo: 3,3%
  • Rondônia: 3,3%
  • Paraná: 3,6%
  • Rio Grande do Sul: 4,0%
  • Goiás: 4,6%
  • Minas Gerais: 4,6%
  • Tocantins: 4,7%
  • São Paulo: 5,0%
  • Roraima: 5,1%
  • Média Brasil: 5,6%
  • Paraíba: 6,0%
  • Ceará: 6,5%
  • Acre: 6,6%
  • Maranhão: 6,8%
  • Pará: 6,8%
  • Distrito Federal: 7,5%
  • Rio de Janeiro: 7,6%
  • Sergipe: 7,9%
  • Amapá: 7,9%
  • Rio Grande do Norte: 8,1%
  • Alagoas: 8,3%
  • Amazonas: 8,4%
  • Bahia: 8,7%
  • Pernambuco: 8,7%
  • Piauí: 9,3%

Informalidade

A pesquisa do IBGE permite identificar desigualdades no nível de informalidade do mercado de trabalho ao longo do país. Enquanto o país terminou 2025 com informalidade de 38,1%, 18 estados ficaram acima dessa marca, com destaque negativo para as regiões Norte e Nordeste.

Na informalidade, trabalhadores não têm garantidos direitos como cobertura previdenciária, 13º salário, seguro-desemprego e férias, por exemplo. Veja o nível de informalidade nas UFs:

  • Maranhão: 58,7%
  • Pará: 58,5%
  • Bahia: 52,8%
  • Piauí: 52,6%
  • Ceará: 51%
  • Amazonas: 50,8%
  • Paraíba: 49%
  • Sergipe: 48,2%
  • Pernambuco: 47,8%
  • Alagoas: 47,5%
  • Rondônia: 46,1%
  • Acre: 45,2%
  • Amapá: 44,2%
  • Roraima: 40,3%
  • Tocantins: 39,7%
  • Espírito Santo: 39%
  • Rio Grande do Norte: 39%
  • Rio de Janeiro: 38,5%
  • Média Brasil: 38,1%
  • Minas Gerais: 36,8%
  • Mato Grosso: 36,3%
  • Goiás: 35,1%
  • Mato Grosso do Sul: 32,1%
  • Paraná: 31,6%
  • Rio Grande do Sul: 31,4%
  • São Paulo: 29%
  • Distrito Federal: 27,3%
  • Santa Catarina: 26,3%

Com informações da Agência Brasil

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