Cavalo percorre 20 km para voltar ao antigo dono após ser vendido no Ceará

Um cavalo chamado Betano percorreu cerca de 20 km para voltar ao antigo dono, no município de Maranguape, no Ceará, após ter sido vendido. O registro, compartilhado pelo antigo proprietário, viralizou nas redes.

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Venda forçada por emergência

João Bergson Moura, autônomo de 35 anos residente no distrito de Sapupara (Tabatinga), vendeu Betano em setembro de 2025 devido a uma urgência familiar que o deixou sem alternativas financeiras.

Ele descreve o momento como doloroso: “Chorei muito trancado no quarto, mas sabia que Deus ia me dar um alívio”, relatando que a qualidade do animal facilitou a negociação rápida. Após quase cinco meses com o novo tutor, Betano quebrou as cordas de amarração e fugiu em 2 de fevereiro de 2026, rumando de volta à antiga casa a uma distância estimada em 20 km.

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Reencontro entre cavalo e antigo dono emocionou após vídeo viralizar

Bergson recebeu mensagem do comprador sobre o sumiço do cavalo e, para sua surpresa, encontrou Betano à espera no portão às 16h do dia 3 de fevereiro. Em vídeo emocionado, ele testou o reconhecimento chamando o animal pelo nome, que respondeu imediatamente, reacendendo sua “vontade de viver e ser feliz”.

“Eu chorei no dia que vendi, chorei no dia que vi, tô chorando agora de novo. Olha aí pessoal, ele andou mais de 20 quilômetros pra poder chegar aqui sozinho à noite, em meio de estrada de pé”, pontua Bergson, no vídeo que circulou. O relato, postado nas redes, explodiu: 380 mil visualizações no TikTok e 73 mil no Instagram.

 

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Vaquinha tenta fazer com que o reencontro do cavalo e do antigo dono seja duradouro

Incentivado pela família e pelos comentários, Bergson lançou uma vaquinha online que arrecadou o valor necessário para recomprar Betano nessa quarta-feira (11). Agora, o cavalo vive em terreno próximo à casa do tutor, com pasto amplo, açude para se refrescar e liberdade para subir e descer serras – rotina que inclui aparecer no portão às 4h diariamente ao assobio de Bergson. “Ele não é um cavalo que vive preso”, enfatiza o dono, que já providenciou ração extra e melhorias no espaço.

Cavalos têm memória afetiva duradoura e lembram do dono antigo após a separação

Cavalos possuem memória afetiva duradoura, capaz de reconhecer donos mesmo após anos de separação, por meio de visão seletiva, olfato aguçado e associação de sons como assobios ou comandos familiares. Estudos e relatos indicam que eles reagem com excitação, relinchos ou proximidade física ao reencontrar figuras de confiança, como no caso recente de Betano em Maranguape, que percorreu 20 km para voltar ao tutor após cinco meses.

O apego surge de interações consistentes: cavalos jovens se conectam em semanas, enquanto adultos demandam paciência, vendo o dono como líder de “manada” que provê alimento, segurança e afeto. Gestos como esfregar a cabeça, lamber mãos ou cooperar em tarefas sinalizam essa lealdade, que persiste além da venda se o laço for forte.

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