O cacau fechou a quinta-feira (8/1) com preços em forte alta na bolsa de Nova York, com investidores apostando em maior liquidez nas negociações da amêndoa, e redução na oferta em importantes áreas de produção. Os contratos que vencem em março subiram 2,74%, a US$ 6.077 a tonelada.
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A partir desta quinta-feira, o cacau passa a integrar o índice de commodities da Bloomberg, conhecido como BCOM. A tendência é que a compra dos contratos futuros cresça a partir de agora com esse movimento.
Para Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, dentro desse novo índice, o cacau deve movimentar US$ 1,9 bilhão. Ele ainda acredita em preços mais elevados para a amêndoa no curto prazo, uma vez que a as negociações devem ganhar cada vez mais fluidez.
Análise do site Mercado do Cacau diz que os preços deverão oscilar entre US$ 5.570 a US$ 6.350. A publicação ressalta que esses patamares de preço devem servir como referência para os próximos pregões, especialmente em meio ao reposicionamento de fundos atrelados ao BCOM.
Por fim, o cacau também subiu após dados considerados pessimistas pelo lado da oferta. No acumulado da safra 2025/26 até o último dia 4 de janeiro, os embarques de cacau da Costa do Marfim – maior produtor mundial – totalizaram 1,071 milhão de toneladas, volume 3,4% inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior.
Suco de laranja
As altas recentes do suco de laranja abriram espaço para uma realização de lucros do produto na bolsa de Nova York. Os contratos do produto concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para março fecharam em queda de 1,18%, para US$ 2,1740 a libra-peso.
As cotações caíram mesmo com a redução das exportações de suco do Brasil, maior exportador mundial do produto. No primeiro semestre da safra 2025/26 (julho a dezembro), os embarques alcançaram 394,7 mil toneladas, queda de 8,1% em relação às 429,4 mil toneladas registradas no mesmo período da safra anterior.
Café
O preço do café caiu em Nova York após duas altas consecutivas. Os contratos do arábica com entrega em março de 2026 fecharam em queda de 0,83%, negociados a US$ 3,7235 a libra-peso.
Açúcar e algodão
Nos negócios do açúcar, os lotes com entrega para março de 2026 fecharam em leve queda, de 0,07%, para um valor de 14,97 centavos de dólar a libra-peso. No mercado do algodão, por sua vez, os papéis com mesmo vencimento caíram 0,60%, a 64,46 centavos de dólar por libra-peso.