
Os dois maiores produtores de cacau do mundo, Costa do Marfim e Gana, estão no centro das atenções dos investidores na bolsa de Nova York. A discussão sobre preços pagos a produtores nesses países vem derrubando os contratos futuros. Na sessão desta quarta-feira (18/2), os papéis com entrega para maio recuaram 4,39%, a US$ 3.314 a tonelada.
Segundo a Agência Reuters, após o governo de Gana reduzir em 28% os preços pagos aos produtores de cacau no país, integrantes do governo da Costa do Marfim também estudam adotar tal medida.
De acordo com análise da Barchart, com grandes chances de pagar mais barato pela matéria-prima, compradores internacionais estariam relutantes em fechar novos negócios. Isso também estaria resultando no acúmulo dos estoques de cacau nos grandes países produtores.
Produtores veem com apreensão uma eventual queda nos valores, uma vez que o cacau já está se desvalorizando abruptamente nas bolsas internacionais, devido a um quadro de amplas previsões de oferta, e recuo da demanda.
Suco de laranja
O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) seguiu com preços mais altos mesmo após uma alta de 10% na véspera. Os contratos para maio avançaram 1,75%, a US$ 1,9735 a libra-peso.
Café
O café se valorizou na bolsa de Nova York em meio a ajustes técnicos, após recuo que chegou a 5% na última sessão. Os lotes do arábica para maio tiveram alta de 0,72%, a US$ 2,8515 a libra-peso.
Açúcar
O açúcar demerara fechou a sessão em Nova York com preços em forte alta. Os lotes para maio avançaram 2,08%, a 13,76 centavos de dólar a libra-peso.
Algodão
Nos negócios do algodão em Nova York, os contratos com vencimento em maio subiram 0,19%, a 63,76 centavos de dólar a libra-peso.






