Em forte queda na bolsa de Nova York, os preços futuros do cacau atingiram a mínima de um ano na sessão, em meio a um cenário de balanço entre oferta e demanda mais folgado. Nesta terça-feira, (20/1), os papéis com entrega para março fecharam em forte queda, de 8,43%, US$ 4.648 a tonelada.
Segundo análise do site Trading View, os investidores desmontaram posições diante de dados de moagem que indicam queda na demanda, além de levarem em consideração as perspectivas de melhoria da oferta na África Ocidental.
Pelo lado da disponibilidade, as entregas de cacau nos portos da Costa do Marfim – maior produtor mundial – totalizaram 37.000 toneladas entre 12 e 18 de janeiro, em comparação com as 34.000 toneladas registradas na mesma semana da safra anterior.
Café
O café registrou forte baixa na bolsa de Nova York, e o otimismo com a oferta pode levar a novas quedas do grão. Os lotes do arábica para março caíram 2,48%, a US$ 3,4650 a libra-peso.
À Dow Jones Newswires, Megan Fisher, da Capital Economics, disse que as perspectivas de produção com a safra 2026/27 estão pressionando os contratos futuros. Esse movimento deve se intensificar no segundo trimestre, segundo a analista.
Além disso, acrescenta Fischer, o adiamento da lei antidesmate na União Europeia e a remoção das tarifas americanas sobre o café brasileiro aliviaram as pressões de importação.
Açúcar
Nos negócios do açúcar demerara em Nova York, os lotes com entrega para março fecharam em baixa de 1,60%, a 14,72 centavos de dólar a libra-peso.
Suco de laranja
O suco de laranja encerrou a sessão com preços em forte queda. Os lotes com vencimento em março caíram 2,90%, a US$ 2,0245 a libra-peso.
Algodão
Nos negócios do algodão em Nova York, os contratos para março encerraram o pregão em queda de 0,49%, a 63,34 centavos de dólar a libra-peso.