Em forte queda na bolsa de Nova York, o preço cacau voltou a se aproximar das mínimas de dois anos. Nesta quarta-feira (28/1), os contratos da amêndoa com entrega para março recuaram 6,38%, a US$ 4.150 a tonelada.
Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX, diz que as negociações seguem pautadas por fundamentos considerados “baixistas”, como o sentimento de uma oferta melhor e demanda mais fraca por cacau.
Ainda segundo ele, como aumentou a volatilidade dos preços nos últimos dias, também há pressão de movimentos técnicos, que podem tanto puxar o preço para cima quanto para baixo.
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Dada a conjuntura atual de mercado, Bezzon acredita que ainda há espaço para novas quedas do cacau na bolsa.
“Não acho impossível baixar ainda mais o preço. Há uma pressão muito forte dos fundamentos. Porém acho que é cedo para dizer que as cotações vão voltar para os patamares antes de 2024 [US$ 3 mil a tonelada], pois ainda há riscos para a produção de cacau em áreas da Costa do Marfim”, disse o analista.
Café
Revertendo parte dos ganhos da sessão anterior, o preço do café registrou forte baixa na bolsa de Nova York. Os contratos do grão arábica com entrega para março fecharam em queda de 4,42%, a US$ 3,51 a libra-peso.
Açúcar
No mercado do açúcar demerara em Nova York, os lotes com entrega para março fecharam em queda de 0,81%, a 14,71 centavos de dólar a libra-peso.
Suco de laranja
Nas negociações do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) em Nova York, os lotes para março fecharam em alta de 2,98%, cotados a US$ 2,260 a libra-peso.
Algodão
O algodão fechou a sessão em Nova York com preços em leve queda. Os contratos para março recuaram 0,16%, a 63,73 centavos de dólar a libra-peso.