Conhecida nacionalmente após entrar no BBB 26 por meio da dinâmica da Casa de Vidro na região Norte, Marciele carrega uma história que vai muito além da participação no reality show e do título de Cunhã-Poranga do Boi Caprichoso, no Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas. A dançarina de 32 anos mantém uma forte ligação com o cultivo da mandioca.
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A mãe, Néia Albuquerque, conta à Globo Rural que o interesse da sister do grupo Pipoca surgiu ainda na infância, quando morava em uma comunidade de Juruti, no Pará, região onde a atividade de subsistência é bastante comum entre famílias indígenas, ribeirinhas e rurais.
“Ela acompanhava a gente na casa de farinha e sempre pedia uma faca para ajudar a descascar mandioca. Isso começou desde os três anos. Então, pegávamos uma sem corte e uma mandioca bem pequena para ela ir aprendendo. Nos outros processos, ela também sempre esteve interessada, como na parte de lavar as raízes. Tudo ela queria aprender”.
Atualmente, Marciele mora em Manaus e trabalha como dançarina e influenciadora digital, mas faz questão de colocar a mão na massa sempre que visita os pais na cidade localizada na margem direita do Rio Amazonas. “Ela se envolve com todo o ciclo da produção, desde o plantio da mandioca até a colheita e o preparo final”, diz.
De olho no prêmio
Em 2026, uma das principais novidades do Big Brother Brasil está relacionada ao valor destinado ao campeão. A premiação final, baseada na temporada passada, foi dobrada e vai ultrapassar os R$ 5 milhões.
Entre os planos de Marciele, caso conquiste o objetivo de vencer o programa, está a construção de uma casa de farinha mecanizada com parte do montante.
Segundo a família, que ainda depende da produção de derivados da mandioca, como farinha amarela, farinha de tapioca e tucupi, a mecanização permitiria, além de reduzir o esforço físico, tornar o trabalho menos desgastante e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade da comunidade local.
O investimento significa também retribuir o que a roça representa na sua trajetória. Isso porque, quando participava ativamente do processo de produção de farinha, Marciele utilizou parte da renda adquirida com a venda para viabilizar a mudança e as despesas nos primeiros meses em Manaus.
“Esse dinheiro ajudou a custear os seus estudos, o dia a dia e a mantê-la na cidade até que conseguisse se estabilizar profissionalmente. A farinha foi um dos principais pilares para o início da carreira artística”, finaliza a mãe.