
As hortaliças acompanhadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentaram elevação generalizada de preços em dezembro, segundo dados do Boletim Hortigranjeiro divulgado nesta quinta-feira (22/1) pela instituição e que acompanha a oferta e demanda das principais Ceasas do país.
O movimento, afirma o boletim, foi influenciado por fatores climáticos, como chuvas frequentes e temperaturas elevadas, que afetaram a oferta, a colheita e a qualidade dos produtos no final do último ano.
No caso da alface, a média ponderada dos preços subiu 3,49% em relação a novembro. Mesmo com aumento do volume comercializado, o produto foi pressionado por maior demanda em função do calor e por perdas de qualidade causadas pelas chuvas.
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A batata registrou a maior valorização entre as hortaliças, com alta média de 23,5%, refletindo a redução da oferta decorrente das dificuldades de colheita nas regiões produtoras, apesar de a comercialização ter permanecido praticamente estável.
A cebola manteve a trajetória de alta iniciada em outubro e avançou 22,79% em dezembro. O abastecimento ficou concentrado nos estados da Região Sul, responsáveis por cerca de 60% do volume comercializado, o que contribuiu para a valorização, sobretudo nas Ceasas mais distantes das áreas produtoras. A cenoura apresentou aumento médio de 7,21%, mesmo com crescimento da oferta, uma vez que as chuvas reduziram o ritmo de colheita em momentos pontuais.
O tomate também registrou alta expressiva, de 15,06% na média ponderada, interrompendo a tendência de queda observada desde o primeiro semestre de 2025. A valorização esteve associada à redução temporária da oferta e às oscilações típicas do período chuvoso, com aumentos mais intensos em algumas Ceasas do Nordeste e do Norte.
Entre as frutas, a banana apresentou alta média de 4,02%, sustentada pela menor oferta e pela melhora da qualidade, mesmo com queda na comercialização durante o período de festas. A laranja foi a exceção, com leve recuo médio de 0,68%, influenciada pelo aumento da oferta e pela menor demanda da indústria de suco, que limitou as cotações.
A maçã teve leve valorização, de 0,64%, em um cenário de aumento da oferta paulista e redução dos estoques da safra 2024/25. O mamão registrou alta média de 15,87%, com menor disponibilidade de frutas de melhor padrão, enquanto a melancia apresentou o maior avanço entre as frutas, com alta de 25,19%, impulsionada pelo aumento da demanda com as temperaturas mais elevadas.






