Depois de concluir obras de expansão e construção do maior pátio de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (PR), aumentou em mais de 50% suas exportações de carne bovina em 2025, assim como sua participação nos embarques do produto.

O terminal enviou ao exterior no ano passado 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, um salto de 53% sobre as 675 mil toneladas exportadas em 2024. Com isso, a participação da TCP nas vendas externas brasileiras do produto em comparação a outros terminais cresceu de 23% em 2024 para 29% ao fim do último ano.

A China, matriz da CMPort – China Merchants Port Holding Company, maior operador de portos públicos do país asiático e que desde 2018 controla o terminal paranaense -, foi o destino de mais da metade (58%) da carne bovina exportada pela TCP. Em seguida ficaram Estados Unidos e Rússia, ambos com menos de 7% de participação.
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As obras de expansão do terminal, realizadas ao longo de dez meses entre 2023 e 2024 com investimentos de R$ 350 milhões, foram determinantes para que o terminal expandisse sua participação de mercado e batesse sucessivos recordes de exportação de carnes e produtos congelados ao longo do último ano, de acordo com a empresa. Os recursos viabilizaram a ampliação em 45% da capacidade do pátio de contêineres refrigerados, para 5.268 tomadas.

Mesmo com o salto nas exportações de carne bovina, a carne de frango se manteve como carro-chefe das exportações de carnes da TCP. Os embarques do produto pelo terminal em 2025 somaram 2,398 milhões de toneladas, 1% abaixo do contabilizado em 2024. Emirados Árabes Unidos, África do Sul e Japão foram os três principais destinos.

O recuo refletiu as restrições impostas por várias nações importadoras de carne de aves do Brasil após a identificação do primeiro – e único – caso de gripe aviária em granja comercial no país, no município de Montenegro (RS), em maio do ano passado, explicou a TCP em nota.
Após todas as barreiras terem sido suspensas – a China foi o último país a anunciar o fim das restrições -, o terminal registrou em dezembro o maior número de embarques do produto desde 2024. Apesar do soluço nos embarques, a TCP manteve a liderança nas exportações de frango, com 45% do total que saiu do país, um ponto porcentual a menos do que em 2024.

O segmento de carnes e congelados, com 3,336 milhões de toneladas exportadas, foi o mais relevante para o TCP em 2025. O terminal é o maior corredor de exportação de produtos do segmento, com 35,7% dos embarques destes produtos realizados em todo o país por portos e terminais.

Em 2025, o TCP movimentou um total 11,5 milhões de toneladas de cargas, quase 7% mais do que em 2024. Do volume, 72% ou 8,29 milhões de toneladas se dirigiram ao mercado externo em mais de 326,3 mil contêineres.

Além de carnes e congelados, o TCP também exportou no ano passado cerca de 1,347 milhão de toneladas de madeira, 975 mil toneladas de papel e celulose, 924 mil toneladas de outros produtos do agronegócio, entre outras cargas.

O TCP também foi o maior corredor de exportação de feijão e gergelim do Brasil em 2025, com mais de 70% dos embarques de cada um dos produtos. As exportações de feijão pelo terminal cresceram 57% no período em comparação ao ano anterior, para 425 mil toneladas, enquanto as de gergelim aumentaram 151%, para 365 mil toneladas.