
Com o início de um novo ciclo produtivo, a pecuária brasileira entra em 2026 diante de desafios cada vez mais complexos. Oscilações climáticas, aumento nos custos de insumos, escassez de mão de obra e maior cobrança por sustentabilidade têm levado produtores a reavaliar um dos pontos mais estratégicos da atividade: a alimentação animal. Mais do que garantir ganho de peso, a nutrição passou a exercer papel central no equilíbrio econômico e operacional das propriedades, independentemente do sistema adotado, seja em confinamento, semiconfinamento ou a pasto.
Segundo o zootecnista e gestor comercial da NutriGanho, Fernando Carlos de Oliveira, a alimentação deixou de ser apenas um custo operacional e passou a ser uma ferramenta de gestão. “Hoje, o produtor precisa de previsibilidade. A dieta correta permite controlar melhor o desempenho do animal, reduzir perdas causadas por fatores climáticos ou falhas de pastagem e melhorar a eficiência do sistema como um todo”, afirma.
Nos confinamentos, a busca por eficiência está diretamente ligada à redução de custos operacionais e à otimização da mão de obra. Dietas com maior concentração de matéria seca e melhor conversão alimentar têm possibilitado a diminuição do volume de trato, a simplificação do manejo e ganhos mais consistentes de carcaça. Já nos sistemas a pasto, a suplementação estratégica tem sido cada vez mais utilizada como ferramenta para enfrentar períodos de estiagem, baixa qualidade forrageira e variações sazonais. “A suplementação bem ajustada corrige deficiências nutricionais do pasto e evita quedas bruscas de desempenho, especialmente nos períodos mais críticos do ano”, explica Oliveira.
Outro ponto que ganha protagonismo no planejamento nutricional é a sustentabilidade. Dietas mais eficientes reduzem desperdícios, melhoram o aproveitamento dos nutrientes e contribuem para a redução da emissão de gases como o metano entérico, um dos principais desafios ambientais da pecuária moderna. “Quando o animal aproveita melhor o alimento, ele produz mais carne em menos tempo e com menor impacto ambiental. Isso é positivo tanto para o produtor quanto para o mercado”, destaca o zootecnista.
Para especialistas do setor, o planejamento da alimentação no início do ano é determinante para atravessar períodos de instabilidade com maior segurança e previsibilidade. “Não existe mais espaço para improviso. A alimentação precisa estar alinhada ao sistema produtivo, à realidade climática e aos objetivos econômicos de cada propriedade”, conclui Fernando Carlos de Oliveira.
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