As hortaliças acompanhadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentaram elevação de preços em janeiro, segundo dados do Boletim Hortigranjeiro, divulgado nesta quarta-feira (25/2), que acompanha a oferta e demanda das principais Ceasas do país. Entre as frutas, o movimento é de baixa, motivada, principalmente, pela grande oferta na maioria dos produtos acompanhados.
O alface voltou a registrar alta, de forma ainda mais expressiva que no último mês. Na média ponderada, a alta foi de 36,56%. As chuvas nas regiões produtoras, ao mesmo tempo em que dificultaram a colheita e provocaram perdas no campo, também comprometeram a qualidade e reduziram a vida útil das hortaliças folhosas, especialmente da alface, impulsionando o preço da hortaliça.
Já a batata teve baixa nas Ceasas analisadas. O preço do tubérculo recuou, em média, 11,75%, refletindo a maior oferta do produto, principalmente pelo Paraná, responsável por cerca de 40% do total ofertado.
A cebola também teve baixa, de 11,01% em relação à média de dezembro. A baixa acontece devido à oferta recorde de Santa Catarina, responsável por 70% do total negociado nas Ceasas. O preço baixo fez com que as principais cidades produtoras declarassem estado de emergência para tentar conter o prejuízo dos produtores.
Já o tomate subiu, a redução das áreas com frutos em ponto de colheita resultou em menor volume comercializado na maioria das Ceasas, pressionando os preços para cima. A alta, em média, foi de 9,46%.
Frutas
Entre as frutas, a banana registrou queda média 8,99% nas cotações em janeiro. A redução foi influenciada pelo acúmulo de banana nanica nas principais regiões produtoras. A laranja também teve baixa, de 4,83%, pressionada pelo aumento da oferta de regiões produtoras em Goiás.
O mamão também apresentou queda nos preços, influenciados pela oferta abundante de mamão papaya do Espírito Santo, o recuo médio foi de 11,04%. A melancia teve a maior baixa entre as frutas, de 29,95%, motivada principalmente pela demanda reduzida.
A maçã foi a única das frutas acompanhadas pela Conab a registrar alta em janeiro. A fruta teve alta média de 7,75%, causada pela finalização dos estoques contidos nas câmaras frias catarinenses e gaúchas, a queda da oferta da maçã eva paranaense e a passagem do pico de oferta paulista.